Hélio critica postura do Náutico diante do Sport: "Nosso jogo foi péssimo no primeiro tempo"
Timbu foi derrotado pelo Leão na noite deste sábado (30), na Ilha do Retiro
O pós-jogo do Náutico após a derrota por 2 a 0 diante do Sport, no primeiro Clássico dos Clássicos da Série B, neste sábado (30), foi marcado por um desabafo contundente do técnico Hélio dos Anjos.
Em uma entrevista coletiva sem meias palavras, o treinador rejeitou o clima de conformismo após o revés, criticou duramente a postura da equipe no primeiro tempo e mandou um recado direto ao elenco sobre a necessidade de uma mentalidade vencedora.
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Apesar do Timbu demonstrar maior volume de jogo no segundo tempo e ter deixado o gramado sob aplausos de parte dos torcedores presentes, o comandante foi categórico ao avaliar o cenário da partida.
"Eu agradeço os aplausos do torcedor nosso no final de jogo, mas eu acho que nós não merecemos. Sinceramente nós não merecemos aplausos. Eu não fico satisfeito de perder de 2 a 0. Ah, jogou bem, ah, pressionou, ah, teve chance... Isso não muda nada", disparou.
Raio-X físico do elenco
Para justificar sua insatisfação com os primeiros 45 minutos, classificados por ele como "péssimos", Hélio recorreu aos dados de desempenho físico para expor a falta de intensidade da equipe.
"Nós tivemos um jogador acima de 11 km de volume, um. Normalmente nós temos três, quatro, não gostei. Eu acho que nos tornamos um pouco pequenos no primeiro tempo. E eles sabem disso, eles sabem da luta que é para equilibrar a grandeza", detalhou.
Outro ponto de cobrança pública do treinador ficou por parte dos lances de efeito sem objetividade. Hélio revelou a bronca que deu no vestiário e comentou sobre a proibição do preciosismo em campo.
"Não gosto da firula que o meu jogador fez. Pode falar que isso é futebol, isso é bonito, isso é legal, deixa fazer... Deixa fazer p@## nenhuma! Não faça. E quando fizer, segura a peteca. [..] Sinal de grandeza é você fazer gol. Não é você ficar com firula, com bobagem, e acabar tendo problema", declarou.
Dodô e Zé Marcos durante a partida entre Sport e Náutico. Foto: Rafael Vieira / CNC
Incidentes antes do Clássico
Antes de a bola rolar, o Náutico enfrentou imprevistos: uma mudança de rota por questões de segurança atrasou a chegada do ônibus do elenco alvirrubro na Ilha do Retiro em cerca de 20 minutos, obrigando a delegação a entrar a pé no estádio.
Questionado também sobre os problemas na arquibancada destinada à torcida visitante, com uma fumaça preta que atingiu os alvirrubros, Hélio blindou o resultado e assumiu a responsabilidade.
"Nada disso, na minha visão, interferiu no jogo. Nada disso interferiu no jogo. O jogo nosso foi péssimo no primeiro tempo. Os números foram horríveis no primeiro tempo. O grupo sabe disso.", avaliou.
Próximo confronto
Sem tempo para lamentações, o Náutico já vira a chave para o próximo compromisso na Segundona, diante do Fortaleza, na terça-feira (9), às 19h, no estádio Esportes da Sorte Aflitos.
Ao projetar o confronto, Hélio espera que os erros virem aprendizado para que o clube recupere sua postura.
"Nós não fomos horríveis, não tem casa arrasada. É porque eu penso grande. Eu quero coisa grande, eu não quero coisa pequena. [...] O Fortaleza vai dar a vida nesse jogo porque pensa grande, e é isso que eu quero que o Náutico pense, que pense grande", concluiu.

