Náutico

Hélio rasga o verbo após expulsão, fala em 'arbitragem ridícula' e menciona 'superação' do Náutico

Treinador foi expulso em jogo com nove cartões amarelos distribuídos pela arbitragem

Foto: Tiago Caldas/ Clube Náutico Capibaribe

Em entrevista coletiva concedida na noite desta quarta-feira (7), o técnico Hélio dos Anjos comentou a performance do Náutico na vitória por 3x2 em Salgueiro pelo Campeonato Pernambucano. Apesar da vitória e manutenção da invencibilidade na temporada, ele apontou muitos erros do próprio time, mas especialmente na arbitragem da partida.

O treinador de 63 anos ficou na bronca com o árbitro Gilberto Castro Júnior, o qual, em suas palavras, “perdeu o controle do jogo”. Em um jogo tenso, as críticas sobraram até para bandeirinha e 4º árbitro. O primeiro, no afã de separar a confusão entre os jogadores aos 35 minutos do 2º tempo, deu uma rasteira em Marciel, do Náutico, que chutou a bola em direção ao banco do Salgueiro respondendo a provocações. 

“Uma arbitragem ridícula. Ridículo ele não expulsar o jogador do Salgueiro no pênalti de Kieza e expulsar o nosso jogador (Camutanga), num lance de falta em que a bola estava indo para a linha de fundo, me expulsar do banco da forma que ele expulsou”, disparou Hélio, que levou cartão amarelo na primeira confusão, envolvendo Marciel, e ao final do jogo recebeu vermelho após nova discussão com a arbitragem. 

O comandante alvirrubro acumulou, assim, três cartões amarelos em cinco jogos e cumprirá suspensão no próximo duelo do Náutico, contra o Retrô, neste domingo. 

“Peço desculpas à torcida, ao clube... Agora, é ridícula essa arbitragem. Ele não deu cartão amarelo para o treinador do Salgueiro que foi lá ‘intimar’ jogador meu e foi por isso que fui lá, na confusão. Porque eu não intimo jogador adversário. E ele me deu amarelo. Foi por isso mesmo que ele (Gilberto Castro Júnior) terminou a temporada sem apitar. Todo mundo lembra do que ele fez no jogo Ypiranga-RS x Londrina, na Série C. Ele praticamente tirou o Ypiranga da disputa (pelo acesso), porque a confusão que ele arrumou naquele jogo foi ‘brincadeira’. Ele não tem equilíbrio”, argumentou o treinador alvirrubro. 

Na ocasião, o Ypiranga-RS ganhava a partida por 2x0 quando teve três jogadores expulsos pelo árbitro e concedeu a virada, por 3x2 para o Londrina. Gilberto precisou ser escoltado pela Polícia Militar na saída de campo.

Fora os problemas com a arbitragem, Hélio também foi crítico aos erros defensivos do Náutico na partida. 

“Erramos muito. O adversário fez dois gols de jogadas que saíram do nosso lado direito defensivo porque nós perdemos a bola na frente, no nosso lado direito, o adversário entrou de fora pra dentro e nós não fizemos a marcação frontal, nem lateral. Tanto que, na movimentação, eles saíram na cara do gol por dentro, não por fora. O outro gol, eu sempre falo para os meus jogadores: 'segunda bola dentro da área é fatal. Você toma gol”. E assim foi, quando aos 28’ do 2º tempo, Felipe Baiano aproveitou a sobra para marcar o segundo do Salgueiro e empatar a partida.

“Mas aí entrou novamente a qualidade, a participação ativa de um atacante nosso que ataca a linha e produz condições de fazer gol o tempo todo, que é Kieza, e consequentemente passamos à frente do placar. Terminamos o jogo com um time muito dedicado, competitivo, que aceitou a virilidade, a arbitragem ruim, que perdeu o controle do jogo”, concluiu Hélio, que ainda destacou pontos positivos na equipe.

“Tivemos virtudes. Um primeiro tempo fulminante. Um jogo de altíssima velocidade, cumprindo religiosamente aquilo que foi combinado. Marcando pressão alta o tempo todo. Neutralizamos a linha de 3, forçando o adversário a sair na ligação direta. Conseguimos cumprir o sistema de meio-campo e ataque. É a questão do modelo de jogo. Independente do local, do adversário, você impor seu modelo de jogo. Isso é fundamental para ter uma equipe competitiva.  Erros aconteceram, mas aí vem a virtude: a superação. E o nosso time foi 'arretado', na maneira de dizer".

Sobre o próximo confronto do Timbu, contra o Retrô, no domingo, o comandante foi cauteloso e descartou favoritismos.

“Nossa performance é a de um time responsável, que sabe de suas obrigações. Nós precisamos ter uma performance muito alta no Pernambucano para tentar vencer. Eu não acho que o Náutico seja ‘o time a ser batido’. Nós temos aí um time como o Salgueiro, que deu muito trabalho, temos a subida de produção do Santa Cruz, Retrô, Sport…”, comenta. “O Retrô está subindo de produção, vem de belos resultados. Se existe respeito da nossa parte, tenho certeza que existe também do Retrô para conosco. Vai ser um jogo ótimo, campo bom. Que não tenha uma arbitragem como a de hoje. Totalmente desequilibrada, em todos os sentidos.”

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