Homem mais rico do Reino Unido compra time da França

Recentemente, o Nice teve no seu elenco as estrelas mundiais Mario Balotelli e Wesley Sneijder

Balotelli foi atacante do NiceBalotelli foi atacante do Nice - Foto: LOIC VENANCE / AFP

Clube com 115 anos de história, o francês Nice vive a expectativa de dar a maior guinada esportiva de sua história. A agremiação passou para o controle de Jim Ratcliffe, o homem mais rico do Reino Unido, por um valor estimado em 100 milhões de euros (R$ 461 milhões).

Ratcliffe, que possui o título de Sir e é proprietário do grupo químico Ineos, tem uma fortuna estimada em 18,5 bilhões de euros (R$ 94 bilhões), segundo a Rich List de 2019 do jornal dominical The Sunday Times.

Entre os britânicos, ele é individualmente quem mais tem dinheiro -acima de Ratcliffe na lista do periódico estão duas duplas de irmãos (Srichand e Gopichand Hinduja e David e Simon Reuben).

Pelo discurso do novo dono, os torcedores e simpatizantes da equipe de Nice, cidade do sul da França famosa pelo turismo, podem dar-se o direito de se animar. "Com investimento sensato e sustentável, queremos estabelecer o Nice como um time que participe regularmente das competições europeias. Estou determinado, e o dinheiro não será mal gasto", afirmou Ratcliffe em um comunicado.

Mesmo sem falar em cifras, o bilionário indicou que despenderá parte de seu patrimônio para investir em sua mais recente aquisição, a fim de que ela jogue frequentemente contra as potências do Velho Continente. Para obter vaga direta na próxima Liga dos Campeões, a mais importante competição europeia, o Nice precisa terminar o Campeonato Francês, dominado nesta década pelo Paris Saint-Germain, na primeira ou na segunda colocação.

Ficando em terceiro do Campeonato Francês, o Nice disputará a fase preliminar da Champions; a quarta posição vale vaga na Liga Europa. O Nice é hoje uma equipe média, que não ergue uma taça desde 1997 (a Copa da França) e que não tem estrelas no time.

O único nome amplamente conhecido é o do treinador, Patrick Vieira, campeão mundial com a França em 1998 (contra o Brasil) e ex-astro do Arsenal. Porém, o clube já foi uma potência em seu país, há muito tempo, é verdade - seis a sete décadas atrás. Nos anos 1950, o Nice conquistou todos os seus quatro títulos do Campeonato Francês (1951, 1952, 1956 e 1959).

Em 1957 e em 1960, chegou às quartas de final da Liga dos Campeões, quando essa tinha o nome de Copa Europeia. Nas duas vezes, foi eliminado pelo superpoderoso e quase imbatível Real Madrid, pentacampeão europeu de 1956 a 1960.

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Ratcliffe torna-se dono de um clube que vive fase boa no início de temporada, o que é surpreendente, pois nos dois últimos amistosos de pré-temporada levou goleadas expressivas do inglês Burnley (6x1) e do alemão Wolfsburg (8x1). O Nice venceu suas duas primeiras partidas no Francês e, se ganhar nesta quarta-feira (28), em casa, do Olympique de Marselha, por pelo menos dois gols de diferença assumirá a liderança do campeonato.

Com a maré favorável, o bilionário de 66 anos, único britânico no controle de uma equipe da primeira divisão da França, tem ainda alguns dias para criar impacto imediato e fazer valer já sua intenção de tornar o Nice esportivamente mais competitivo.

O atual período de transferências (janela de verão) para os clubes franceses vai até segunda (2), e, se colocar a mão no bolso, Ratcliffe pode reforçar de imediato o elenco capitaneado pelo zagueiro Dante -aquele mesmo que foi titular no 7x1 da Alemanha no Brasil na Copa de 2014.

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