Ícones do Arsenal, Henry e Vieira se enfrentam como técnicos

Ídolos e campeões invictos com o Arsenal em 2004, Vieira e Henry duelam pelo Campeonato Francês como técnicos de Nice e Monaco, respectivamente

Thierry Henry, ex-técnico do Monaco Thierry Henry, ex-técnico do Monaco  - Foto: Divulgação/Monaco

No dia 14 de maio de 2004, após 37 rodadas invicto, o Arsenal chegava ao último jogo do Campeonato Inglês precisando não perder contra o já rebaixado Leicester, no velho estádio de Highbury, para garantir o histórico título sem derrotas na Inglaterra.

Contudo, aos 26 minutos, Paul Dickov cabeceou para fazer 1 a 0 a favor dos visitantes. Foi aí que entrou em ação a dupla francesa Thierry Henry e Patrick Vieira, emblemas daquele Arsenal, que com um gol cada um viraram a partida e confirmaram a primeira taça invicta no país desde o Preston North End em 1888/1889. Nesta quarta-feira (16), quase 15 anos depois, ambos estarão compartilhando o gramado mais uma vez. Mas em lados diferentes, e em funções distintas às que desempenhavam na equipe inglesa.

Maior artilheiro da história do Arsenal com 228 gols, Thierry Henry comanda o Monaco, que recebe o Nice, do capitão dos invencíveis Patrick Vieira, no clássico conhecido como Derby de la Côte D'Azur, às 16h (de Brasília). Juntos, conquistaram duas vezes a Premier League e três vezes a Copa da Inglaterra entre 1999 e 2005, período em que jogaram juntos no Arsenal. Com a seleção, participaram do período mais glorioso da história da equipe francesa, sagrando-se campeões do mundo em 1998 e da Eurocopa em 2000.

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O trabalho no Monaco marca a estreia de Henry, 41, como técnico no futebol profissional. O ex-atacante comandou o sub-18 do Arsenal e foi auxiliar da seleção da Bélgica na Copa do Mundo da Rússia, mas é no clube monegasco, onde está desde outubro de 2018, que enfrenta seu primeiro grande desafio na nova função. A equipe ocupa a penúltima posição na tabela da liga e ainda não venceu em casa nesta temporada, marca negativa que poderá ser quebrada nesta rodada.

Já o Nice de Vieira, 42, está na oitava colocação, a apenas quatro pontos da zona de classificação para a próxima edição da Champions League. Comandar equipes não é novidade para o ex-meio-campista, que trabalhou nas categorias de base do Manchester City e treinou o New York City antes de chegar ao Nice em junho de 2018.

"Nós jogamos juntos, batalhamos juntos na seleção francesa e no Arsenal. Mas será Monaco contra Nice, essa é a coisa mais importante. Por 90 minutos não iremos gostar um do outro, porque supostamente não podemos gostar um do outro nesse tipo de jogo", brincou Henry. "[Vieira] É um cara que realmente admiro."

"É estranho porque nós passamos muito tempo juntos. Sempre fomos próximos um do outro. Nunca passou pela minha cabeça que estaríamos os dois treinando aqui e se enfrentando tão cedo", disse Vieira.

Para tentar afastar o mau momento no campeonato, a diretoria do Monaco contratou reforços como o zagueiro brasileiro Naldo, 36, e o espanhol Cesc Fábregas, 31, que estava no Chelsea e foi companheiro tanto de Henry como de Vieira quando estava dando os primeiros passos da carreira no Arsenal.

Entretanto, Fábregas, assim como Naldo, não poderá ajudar Henry diante do Nice nesta quarta. Isso porque a partida entre as equipes estava marcada para 7 de dezembro, mas foi adiada em razão dos protestos dos "coletes amarelos" na França, que começaram ainda em novembro de 2018 e seguem tomando as ruas de Paris.

Como o jogo vale por uma rodada (a 17ª) prévia à janela de transferências de janeiro, os reforços recém-contratados não poderão defender suas equipes. Patrick Vieira agradece.

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