Ídolo se inspira na decisão de 2004

Um dos melhores momentos do meia com a camisa vermelha e branca e uma inspiração para a recuperação que o Alvirrubro precisa diante do Leão.

Marco não aceitou proposta de readequação salarialMarco não aceitou proposta de readequação salarial - Foto: Paullo Allmeida

Marco Antônio chegou à sala de imprensa do CT Wilson Campos, ontem, por volta das 16h30. Com um semblante sério, o jogador começou respondendo sobre as possibilidades de o Náutico conseguir se recuperar na semifinal, contra o Sport. Bem diferente do que ele estava fazendo no mesmo horário, há exatos 13 anos. No lugar do microfone estava a bola. Era a final do Campeonato Pernambucano de 2004, entre Náutico e Santa Cruz, no Arruda. O placar já apontava 2x0 - terminaria 3x0, com gols de Batata, Jorge Henrique e Kuki. Foi o último ano em que o clube faturou um título.

Um dos melhores momentos do meia com a camisa vermelha e branca e uma inspiração para a recuperação que o Alvirrubro precisa diante do Leão.
“Essa lembrança representa a confiança de que podemos chegar lá. O nosso grupo é bacana e está fechado no objetivo. No meio de tantas coisas que estão tirando nosso sono, esse é um fator a mais para acreditar e reverter nossa situação”, afirmou o camisa 10. Na ocasião, o Náutico também havia perdido o primeiro jogo da decisão e precisava vencer por mais de um gol de diferença.
Um dos mais experientes do elenco, Marco Antônio tentou explicar os motivos que provocaram os dois gols do Sport nos últimos minutos, transformando a vantagem de 2x1 no placar em uma amarga derrota por 3x2.
“Não acho que houve apagão, mas o grupo não teve a maturidade para entender que o jogo acabou. Com 2x1, nos acréscimos, não podíamos dar a bola para os caras. Ela estava comigo, toquei para o meio e acabamos perdendo, dando sequência ao lance. Nós ficamos remoendo o jogo pela circunstância dele. O Sport até merecia o placar, por conta do que jogou, mas da forma como foi é complicado. Mas não é impossível (se classificar)”, alertou.
Ciente da dificuldade da missão alvirrubra, Marco Antônio reforçou a importância dos torcedores no duelo do próximo domingo. “Sei que não tenho direito de pedir isso porque eles estão feridos, mas espero que joguem com a gente. Estamos aqui para dar sangue pelo clube. Não temos responsabilidades pelos 13 anos, mas temos por essa. Será uma partida difícil e o fator casa pode fazer a diferença”, destacou.
O Náutico precisa vencer por dois gols de diferença para chegar à final. Em caso de um triunfo simples, a classificação será decidida nas penalidades. Um cenário que não preocupa o camisa 10. “Se isso acontecer, confiamos no Tiago. Ele está em uma crescente, fez uma grande partida e o que temos em mente é ganhar o jogo. É difícil ganhar de 2x0 do Sport, mas em 2004 (contra o Santa) também era. Resultados adversos são contornados. Nem sempre o time melhor vence. Muitas vezes vontade e determinação passam por cima disso”, concluiu.

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