Inter faz 3 no Cruzeiro e vai à final da Copa do Brasil

O grande destaque do triunfo foi Paolo Guerrero, autor de dois gols. Edenilson marcou o terceiro e fechou a conta

O grande destaque do triunfo foi Paolo Guerrero, autor de dois golsO grande destaque do triunfo foi Paolo Guerrero, autor de dois gols - Foto: Ricardo Duarte/SC Internacional

O Internacional está na final da Copa do Brasil. Na noite dessa quarta-feira (4), o time colorado voltou a vencer o Cruzeiro, desta vez por 3 a 0, e vai disputar a taça com o Athletico Paranaense, que eliminou o Grêmio mais cedo.

O grande destaque do triunfo foi Paolo Guerrero, autor de dois gols. Edenilson marcou o terceiro e fechou a conta. Vale lembrar que os dois haviam participado do gol que deu a vitória ao Inter no jogo de ida. Assim, o placar agregado da semifinal terminou 4 a 0 para o time colorado. Às 15h (de Brasília) desta quinta, será realizado sorteio para escolher os mandos de campo da decisão. As partidas da final serão disputadas nas próximas semanas, nos dias 11 e 18 de setembro.

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Campeão na edição de 1992, o Inter não levanta uma taça nacional desde aquela conquista. Em 2009, a equipe chegou à finalíssima, mas terminou como vice-campeão para o Corinthians.

COMEMORAÇÃO COMEÇOU ANTES
Enquanto a bola não rolava, os torcedores do Inter viraram-se para as televisões na área de imprensa com um motivo: os pênaltis entre Grêmio e Athletico na outra semifinal. A cada conversão dos paranaenses, a festa aumentava. Com a desclassificação gremista, foi como se o Colorado já tivesse na final. Antes de a bola rolar, o estádio foi tomado de alegria e comemoração.

GUERRERO FOI O CARA
O melhor em campo não poderia ser outro. Autor de dois gols, Guerrero fez valer todo o seu esforço para estar no Beira-Rio e decidir para o Inter. Convocado para os amistosos da seleção peruana, o atacante chegou a ligar duas vezes para o técnico Ricardo Gareca a fim de conseguir a liberação. Em grande atuação, chegou aos cinco gols e assumiu a artilharia da Copa do Brasil.

ROBINHO IRRECONHECÍVEL
Atuando ao lado de Henrique, Robinho teve muitas dificuldades e foi um dos piores do Cruzeiro. Jogando como volante, o meio-campista errou muito na saída de bola e contribuiu diretamente para lances de perigo real do time colorado. Quando não perdia a bola ou conseguia sair jogando, também não teve sucesso para dar a dinâmica no setor ofensivo.

UM MINUTO E MEIO DE PURA ELETRICIDADE
A partida começou muito quente! Em exatamente um minuto e 17 segundos, cada time teve uma ótima oportunidade de marcar. No erro da saída de bola do Cruzeiro, Dedé e Henrique se agigantaram para travar os chutes de Guerrero e Edenilson. No lance seguinte, Lomba fez ótima defesa cara a cara com Pedro Rocha, e David finalizou para fora no rebote.

INTER SE IMPÕE E LEVA PERIGO COM BOM REPERTÓRIO
Enganou-se quem achava que o Inter jogaria para valorizar o empate. A exemplo da primeira chance do jogo, o Colorado se impôs e foi pra cima. Marcando alto, forçou o Cruzeiro ao erro e teve mais sucesso nas recuperações de bola. Mais organizado, levou perigo em chutes de dentro (Guerrero) e fora da área (Nico López e Cuesta).

'ESTILO CENI' FAZ CRUZEIRO PASSAR APUROS
Em alguns momentos, o Cruzeiro chegou a ter quase 70% da posse de bola. Mas a filosofia de Ceni fez o time correr riscos às vezes desnecessários. Sem aderir ao chutão, a equipe errou muito a saída de bola com vários jogadores. Em uma delas, acabou pagando caro e sofrendo o gol. No ataque, a proposta era confundir o adversário sem um centroavante fixo, com Thiago Neves e Marquinhos Gabriel por dentro, além de David e Pedro Rocha pelas pontas. Mas faltou a intensidade desejada para acelerar o ritmo e concluir melhor as jogadas. Sem tanto brio, o Cruzeiro foi para o intervalo com uma atuação mediana, colecionando apenas duas chances de marcar.

GUERRERO ABRE O PLACAR
Aos poucos, o Inter passou a explorar mais suas características e estilo de jogo. A equipe seguiu marcando bem e priorizou as tomadas de bola para pegar o Cruzeiro desprevenido. Em uma delas, Dedé saiu mal, Nico López recuperou a bola e entregou para D'Alessandro. Guerrero apareceu livre na área para cabecear e dar mais tranquilidade ao time colorado.

INDECISÃO DE ROGÉRIO RENDE TROCAS CONFUSAS NO CRUZEIRO
Dois momentos chamaram atenção nas substituições do Cruzeiro. Com dores no tornozelo, Dedé voltou para o vestiário após o retorno do intervalo. Leo chegou a tirar o colete e conversar com Ceni, mas Ariel foi o escolhido para entrar, e Henrique acabou improvisado na zaga. Já aos 15 minutos, a placar chegou a ser levantada para a saída de Robinho, mas o técnico acabou voltando atrás e optou por sacar Pedro Rocha para a entrada de Fred.

INTER MATA O JOGO COM GOLAÇOS
Se o gol sofrido no primeiro tempo já havia deixado o Cruzeiro completamente grogue, a equipe mineira praticamente não voltou para o segundo tempo. Muito inseguro, carecendo de referências e sem conseguir qualquer fato novo, o time visitante sobrevivia por aparelhos. Controlando o jogo, o Inter rodou a bola, gastou seu tempo e continuou ameaçando. Sem fazer forças, consolidou sua classificação novamente com Guerrero, marcando um golaço após matar a bola no peito e finalizar no ângulo de Fábio. Quase nos acréscimos, Edenilson recebeu livre e encobriu Fábio para fazer o terceiro e fechar a conta. 3 a 0 placar final.

TORCIDA FAZ 'RUAS DE FOGO'
A torcida do Inter fez muita festa antes de a bola rolar. O evento conhecido como "ruas de fogo" ditou ritmo do lado de fora. Os aficionados fizeram um corredor com sinalizadores em vermelho e apoiaram desde antes mesmo do início da partida. Com rojões, instrumentos e bandeiras, celebraram a chegada dos jogadores.

INTERNACIONAL
Marcelo Lomba; Bruno, Rodrigo Moledo, Victor Cuesta e Uendel (Sarrafiore); Rodrigo Lindoso, Patrick, Edenilson; D'Alessandro (Rafael Sobis), Nico López (Nonato) e Paolo Guerrero. T.: Odair Hellmann

CRUZEIRO
Fábio; Jadson, Fabrício Bruno, Dedé (Ariel Cabral) e Dodô; Henrique, Robinho (Éderson); Thiago Neves, David, Marquinhos Gabriel; Pedro Rocha (Fred). T.: Rogério Ceni

Local: Beira-Rio, em Porto Alegre (RS)
Público e renda: 41.768 pagantes (45.768 presentes) e R$ 2.369.469
Árbitro: Flávio Rodrigues de Souza (SP)
Auxiliares: Alessandro Rocha de Matos (BA) e Fabrício Vilarinho da Silva (GO)
VAR: Rodrigo Guarizo Ferreira do Amaral (SP)
Gols: Guerrero, aos 39min do 1ºT (1-0) e aos 24min do 2ºT (2-0), e Edenilson, aos 44min do 2ºT (3-0)

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