Isadora Williams faz final em PyeongChang nesta quinta

Patinadora se apresentará no programa livre ao som de um tango, com o qual, segundo ela, se sente muito à vontade

Isadora WilliamsIsadora Williams - Foto: Mladen Antonov/AFP

A partir das 22h desta quinta-feira (22), o Brasil entra no rinque dos Jogos de PyeongChang para o programa livre da patinação artística individual feminina, também conhecido como final da modalidade. Sim, o Brasil, país de clima tropical, sem tradição alguma nos esportes de inverno, estará representado entre as 24 finalistas.

Isadora Williams, é fato, não nasceu e nem mora em solo nacional, mas carrega o sangue brasileiro de sua mãe, uma mineira que decidiu morar em Nova Iorque nos anos 90, conheceu um americano e por lá ficou. Por isso, tem dupla nacionalidade e o direito de vestir as cores verde e amarela.

O 17º lugar dela entre as 30 atletas que participaram da classificatória valeu mais do que a vaga na final. Para Isadora, o resultado já obtido representa uma volta por cima após a estreia olímpica em Sochi-2014, quando, aos 17 anos, cometeu erros em sua apresentação e, com 40,37 pontos, terminou na última posição. O período após aqueles Jogos foi traumático, depressão, desejo de nunca mais calçar um par de patins e entrar em um rinque.

A leveza na parte artística e a segurança apresentada no programa curto em PyeongChang são frutos de muitas mudanças na vida de Isadora. Incluindo a saída de casa para morar em outro estado americano e o ingresso na faculdade de nutrição. Ela também se reinventou enquanto patinadora, investiu em cursos de saltos, intensificou os treinos. Decidiu que na Coreia do Sul escreveria outra história. E assim foi. Estabeleceu a melhor nota de sua carreira (55.74) na noite da última terça.

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"Eu precisava apagar a decepção de Sochi. Foram três anos de muito sacrifício. Estou me sentindo muito mais leve. O meu objetivo em Sochi eu fiz aqui na Coreia. Agora eu vou ter uma memória boa dos Jogos Olímpicos. Estou sentindo muito orgulho de representar o Brasil no programa longo pela primeira vez. Eu estou muito feliz. Fiz a apresentação que queria ter feito, uma apresentação limpa, sem erros. Realizei meu sonho, que era fazer uma apresentação perfeita nos Jogos Olímpicos. Foi a melhor apresentação da minha vida. Foi um dia muito divertido", disse Isadora, que espera repetir uma boa atuação hoje à noite, quando se apresentará ao som de um tango.

"Eu gosto mais do meu programa longo, tenho espaço para fazer mais saltos e gosto também da minha música, é mais sexy. O meu objetivo agora é fazer uma apresentação limpa, sem erros. Eu não tenho controle do que os meus adversários vão fazer. Então eu tenho que me preocupar com o que eu vou fazer. "Quero fazer um programa limpo, com todos os saltos e piruetas perfeitas. Esse é meu objetivo."

O melhor resultado de atletas brasileiros na história das Olimpíadas de Inverno pertence à veterana Isabel Clark, nona colocada no snowboard nos Jogos de Turim, na Itália, em 2006. Isabel competiria em PyeongChang no snowboard cross, mas machucou o joelho direito na véspera da competição durante uma sessão de treinos e abandonou a disputa.

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