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Itamar valoriza entrega do time em vitória

Santa Cruz venceu o Botafogo/PB por 3x0, no Arruda, entrando no G4 do Grupo B da Copa do Nordeste

Itamar Schulle, técnico do Santa CruzItamar Schulle, técnico do Santa Cruz - Foto: Paullo Allmeida/Folha de Pernambuco

Quem olha apenas o placar de 3x0 da vitória do Santa Cruz diante do Botafogo/PB, no Arruda, pela Copa do Nordeste, pode imaginar que o resultado foi construído com tranquilidade. Longe disso. Até os 47 minutos, o time era pressionado pelos paraibanos, atuando com um a menos em campo. Os dois gols nos acréscimos transformaram o triunfo suado em uma conquista mais elástica. Na visão do técnico Itamar Schulle, mérito da entrega do time.

“Colocamos um time bem ofensivo em campo, no 4-1-4-1, com dois meias, apenas um volante e Chiquinho por dentro. Equipe ofensiva, segurando a linha de quatro. Foi um time bem dedicado. Com um a menos, nós tivemos várias oportunidades. Optei em manter os mesmos jogadores inicialmente. Os atletas tiveram muita inteligência, disposição para fazer o que treinamos. Orientamos sobre o que o Botafogo podia fazer e como funcionaria nossa tentativa de saída. Falei que o espaço ia aparecer, mas teríamos de estar concentrados na marcação. Treinamos sempre com um a menos e um a mais. Com um a menos já aconteceu de jogarmos em três outros jogos. Treinamos na terça e na quarta algumas situações que aconteceram hoje. Todo grupo está de parabéns Foram três pontos brilhantemente conquistados”, afirmou.

O treinador também explicou o motivo que originou sua expulsão, ainda no primeiro tempo. “Eu não concordei com a expulsão de Didira. O quarto árbitro disse que foi um lance casual. Ele disse na minha frente, mas o arbitro não deu importância. Isso me contrariou e me deixou chateado. Aí dei um chute na garrafa. Não xingo ninguém , então descontei nela porque ela não revida. Já vi outros treinadores fazendo isso e levando amarelo, mas levei o vermelho. Quando ele levantou cartão, eu achei que era para alguém atrás de mim. Fiquei parado, mas depois ele veio e apontou para mim”, lamentou.

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Autor dos dois gols finais na partida, Jeremias viveu uma reviravolta. Reserva da equipe, o atleta foi bastante cobrado pelo treinador durante a semana justamente por conta de erros na finalização. Diante do Botafogo/PB, o pé estava calibrado.
“Ele errou, demos outro bola e ele ficou repetindo (no treino) até fazer o gol. Confio muito nos atletas. Alguns ainda precisam amadurecer. O jogo não tinha nem começado e já tinha torcedor pedindo para entrar um atleta. Mas ainda é preciso amadurecer. Passo confiança para que eles executem o melhor. Agora Jeremias vai sentir esse momento especial do gol, ganhar confiança. É um sinal de nunca desistir. Já tivemos isso com Toty, de ser vaiado e ganhar o troféu de melhor em campo. Esse é o Santa Cruz”, declarou.

Na hora de classificar o triunfo coral, Schulle tratou de evitar um termo que poderia se encaixar no contexto da partida. "Não sou adepto da palavra ‘superação’. Quando você se supera, faz algo além da capacidade, passa do limite. O que eu olho é que nós todos sempre podemos melhorar mais, estudar mais. Eu preciso analisar mais os adversários, eles precisam chutar mais. Se é direito, treina com a perna esquerda. Treina cruzamento, cabeceio...isso estiga o atleta a evoluir. Com isso, ele passa do que antes achava que era o ponto máximo. Prefiro a palavra ‘entrega’ e ‘doação”, finalizou.

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