Jean Carlos reforça desejo de permanecer no Náutico em 2020

Meia foi um dos destaques do clube na reta final da Série C do Campeonato Brasileiro 2019

Jean Carlos, meia do NáuticoJean Carlos, meia do Náutico - Foto: Léo Lemos/Náutico

No meio deste ano, quando ainda estava em processo de contratação para a sequência Série C 2019, o vice-presidente do Náutico, Diógenes Braga, indicou que o clube dificilmente traria o chamado "meia clássico", um camisa 10 de estilo mais cadenciado para comandar o meio-campo. A escassez de nomes com características desse tipo no mercado, somado ao modelo de jogo do time, com maior intensidade e marcação no setor, fez tal necessidade ser minimizada. Semanas depois, contudo, eis que os alvirrubros tiveram uma grata surpresa. Aos 27 anos e com passagens por Vila Nova, Goiás e São Paulo, Jean Carlos desembarcou no Recife. Canhoto, cobrador de faltas e com estilo que lembra um pouco justamente os meias do passado, o atleta encaixou bem na equipe e ganhou espaço entre os titulares.

Jean só virou titular do time há dois jogos. Chance herdada principalmente após a lesão de Paulinho. Ao todo, em oito partidas, ele marcou dois gols. O primeiro foi com um chute no ângulo que venceu Anderson e balançou as redes para o Timbu no Clássico das Emoções, contra o Santa Cruz. O segundo foi ainda mais importante. Com frieza, coube ao meia cobrar a penalidade que empatou o duelo dos alvirrubros com o Paysandu, aos 49 minutos do segundo tempo, nos Aflitos, assegurando o empate em 2x2 no tempo normal da quartas de final, levando a decisão da vaga à Série B para as penalidades. Na marca dos 11 metros, os pernambucanos foram superiores e conquistaram o acesso.

“Quando cheguei ao São Paulo, depois de um campeonato bom no Vila, eu não vivi um bom momento. Não por falta de vontade, mas não estava bem. Quando eu vim para cá, eu conversei com minha esposa e disse que eu precisava devolver a confiança que o clube estava me dando. Eu me adaptei bem e o clube me acolheu”, afirmou o jogador, indicando que deseja permanecer no Timbu para 2020. "Meu contrato é até o mês que vem, mas ainda não conversei sobre isso. Deixo claro minha vontade em permanecer", completou.

Jean também destacou como tem procurado chamar a responsabilidade nos últimos jogos. “Gilmar nos dá muito tranquilidade lá na frente, assim como nossa defesa. Eles dão segurança para que a gente ataque. Estamos criando muitas jogadas e muitas delas passam pelo meia. A armação é o coração do time e estou tentando fazer isso. A bola parada também é muito importante e eu treino bastante”, explicou.

Contra o Juventude, no domingo, pelo duelo da volta das semifinais da Série C, Jean deve ser novamente titular. Mais um jogo decisivo nos Aflitos em que o camisa 10 pode decidir e ajudar o Timbu a chegar até a final do torneio. Por ter perdido por 2x1 na ida, no Alfredo Jaconi, os pernambucanos precisam vencer por no mínimo dois gols de diferença para avançar diretamente. Um triunfo simples levará a decisão para as penalidades. Qualquer outro resultado garante classificação para os gaúchos.

Gilmar Dal Pozzo

O meia também comentou sobre os convites que o técnico Gilmar Dal Pozzo recebeu nos últimos. O próprio comandante confirmou que foi procurado por Chapecoense e Figueirense, mas optou por continuar no Náutico. “Ele é um paizão para gente aqui no clube. Buscaremos dar esse título para ele também, que teve propostas e não quis sair”, indicou.

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