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Jiu-jitsu ajuda a formar cidadãos em Boa Viagem

Em busca de apoio, projeto social usa modalidade para resgatar jovens em situação de vulnerabilidade

Iniciativa oferece aulas de jiu-jitsu em espaço cedido pelo GGE Iniciativa oferece aulas de jiu-jitsu em espaço cedido pelo GGE  - Foto: Léo Malafaia

Um projeto social ajuda a resgatar crianças e adolescentes, entre 5 e 15 anos, em situação de vulnerabilidade social através do jiu-jitsu. É possível ver no rosto da garotada a alegria de estar recebendo a oportunidade de praticar uma arte marcial. Há mais de um mês, o advogado Pedro Pedrosa, de 43 anos, teve a iniciativa de oferecer aulas gratuitas da modalidade para 35 jovens de comunidades de Coqueiral e Sonho Meu, ambas localizadas em Boa Viagem, na Zona Sul do Recife. As atividades acontecem às terças e quintas-feiras, das 15h às 17h.

O projeto, de iniciativa da Igreja Presbiteriana A Ponte, conta com o apoio dos professores voluntários Marco Jobim e Leonardo Siqueira, ambos faixas preta, e funciona em um espaço para treinamentos cedido pelo colégio GGE. Mesmo com os auxílios, as dificuldades são visíveis, sendo uma delas a falta de quimonos.

“Lançamos uma campanha para arrecadar materiais usados ou novos. Um quimono, por exemplo, custa em média R$ 80. Estamos buscando doações para que as crianças sejam favorecidas. Qualquer ajuda é válida”, declara Pedro Pedrosa, que é pernambucano e pratica jiu-jitsu há cinco anos.

A principal proposta do projeto é formar cidadãos. Para participar do grupo, os jovens precisam estar matriculados na escola. Eles aprendem não só a arte do jiu-jitsu, como também a filosofia da luta. Todos os envolvidos trabalham valores como disciplina, lealdade, equilíbrio, espírito de solidariedade, além de estimular a autoestima.

“Nosso trabalho envolve amor. Os frutos disso vamos colher lá na frente, assim como a sociedade de uma maneira geral. O objetivo é trazer dignidade para essas crianças e adolescentes. Temos tantas histórias do esporte como algo fundamental para o resgate social”, destaca Pedro
Pedrosa.

O desafio de mudar a vida de pessoas carentes toca o coração dos responsáveis pelo projeto, que buscam transformar sonhos em realidade através do esporte.

“Me sinto honrado e privilegiado em agregar valores morais e éticos. Acredito que o jiu-jitsu é uma ferramenta de inclusão social. É importante que todos os ensinamentos sejam levados para fora do tatame”, comenta o professor Marco Jobim, de 42 anos de idade. Ele é formado em Educação Física, luta desde 1996 e nasceu no Rio Grande do Sul, mas se mudou para o Recife aos oito anos de idade.


Uma das metas é fazer com que os meninos e as garotas possam competir oficialmente, mas agora o criador do projeto e os professores lutam para conseguir o máximo de materiais justamente porque manter a iniciativa é um trabalho árduo.

Rotina
Antes do início dos treinamentos, a garotada aguarda ansiosamente pela chegada dos responsáveis pelo trabalho para começar a montar o tatame. Logo depois, o treino é iniciado com os professores cumprimentado os alunos, que retribuem a saudação em voz alta com a expressão OSS, que é uma demonstração de respeito.

“Amo as aulas e também os meus professores. Nunca tinha feito uma luta e agora quero competir. Quem sabe um dia eu consiga”, afirma Keliane Maria, de 12 anos de idade e do sétimo ano.

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