Jorge Henrique: Um reforço, cinco missões no Náutico

Meia foi contratado para ser referência técnica, acumulando ainda postos de capitão, camisa 10, ídolo e peça experiente

Jorge Henrique, atacante do Náutico Jorge Henrique, atacante do Náutico  - Foto: Kleyvson Santos/Folha de Pernambuco

Desde a saída de Marco Antônio, em 2017, o Náutico não havia conseguido encontrar um jogador com características suficientes para acumular os postos de capitão, peça mais experiente, líder técnico, camisa 10 e, de quebra, ter identificação com o clube. Tudo no mesmo nome. Para 2019, a aposta é que Jorge Henrique seja “cinco em um”. Uma missão que não será tão nova para o antigo prata da casa alvirrubro.

Atacante de origem, Jorge Henrique chegou ao Náutico para ser o meia articular. Uma função que ele aprendeu a fazer recentemente. Há dois anos, o atleta também atuou mais recuado no Figueirense. O pedido veio do técnico do clube catarinense na época e, coincidentemente ou não, o mesmo que atualmente comanda o Timbu, Márcio Goiano.

“Jorge sempre foi intenso. Quando falamos no sentindo de posicionamento, ele pode atuar tanto de extremo como de meia. Já o coloquei nessa função antes. Podemos explorá-lo ao máximo. O importante é que ele já mostrou que pode fazer isso”, afirmou o treinador. Goiano foi quem indicou o atleta à diretoria alvirrubra e teve participação direta na escolha do jogador em retornar ao Recife.

As demais atribuições de Jorge também já foram vistas no Figueira. Foi com a braçadeira de capitão e principal referência técnica do time que ele levou o prêmio de melhor jogador do Catarinense 2017. A mudança de ponteiro para armador fez bem ao carioca de Resende. Mas o passar dos anos não mudou apenas sua posição no campo. A experiência fez Jorge Henrique se adaptar ao cargo de líder de grupo, principalmente por ter encontrado um elenco bastante jovem no Figueirense - assim como será no Náutico.

Mesmo com pouco tempo em Santa Catarina, Jorge Henrique ganhou o respeito da torcida do Figueirense, mesmo com altos e baixos por conta de lesões recorrentes. Em entrevistas recentes, o meia deixou claro que não desejava deixar o clube. Na hora em que foi preciso mudar de ares, Jorge escolheu seu antigo lar, onde foi revelado e ganhou seu primeiro troféu no profissional, o Campeonato Pernambucano de 2004.

"Quando eu saí do clube, em 2005, nunca deixei de torcer. Eu sempre estava em contato com o Kuki e esperava um dia voltar. Graças a Deus essa hora chegou. Uma coisa o torcedor pode ter certeza: eu não vim pra passear”, disse o meia, ao site oficial do Náutico.

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