Jorge Henrique x Ortigoza: Paraguaio tem desempenho melhor no Timbu

Atacante marcou apenas dois gols em 16 jogos, acumulando várias lesões, enquanto paraguaio marcou 13 vezes em 26 partidas

Jorge Henrique, atacante do Náutico Jorge Henrique, atacante do Náutico  - Foto: Léo Lemos/Náutico

Ao ser anunciado como reforço do Náutico, o atacante Jorge Henrique sabia que em algum momento haveria uma inevitável comparação com o centroavante Ortigoza, craque da equipe no ano passado. Os estilos são diferentes, mas ambos chegaram ao clube com a alcunha de principal contratação da temporada. O “gringo” fez jus à expectativa colocada em si. Em 26 jogos, marcou 13 gols - um deles na final do Campeonato Pernambucano. Foi decisivo em várias partidas, embora sua ajuda não tenha sido suficiente para elevar o Timbu de divisão. Já Jorge não segue o mesmo caminho. Lesões, dificuldades em novo posicionamento e aparições tímidas nos momentos decisivos marcaram o primeiro semestre. Na comparação, a camisa 30 do paraguaio ainda tem um peso maior que a 23 do antigo prata da casa. Mudar esse cenário é a missão do novo comandante alvirrubro.

Em apenas dois jogos treinando o Náutico, o técnico Gilmar Dal Pozzo já conseguiu recuperar o bom futebol de alguns atletas que andavam esquecidos no elenco, caso dos atacantes Rafael Oliveira, Tarcísio Martins e Matheus Carvalho. O desejo atual é que o mesmo seja feito com Jorge Henrique.

No momento, o atleta de 37 anos está se recuperando de uma lesão na panturrilha. Vê-lo no departamento médico, diga-se, é algo bastante comum. Além do problema atual, ele já sofreu contusões no joelho e coxa. Nos 31 compromissos do Náutico na temporada, Jorge Henrique esteve em campo apenas em 16. Não participou de jogos importantes, como no duelo da volta da final do Pernambucano, contra o Sport, na Ilha do Retiro, e na semifinal da Copa do Nordeste, perante o Botafogo/PB, no Almeidão.

Quando esteve à disposição, Jorge Henrique pouco fez. Seja mais recuado no meio-campo ou atuando próximo dos atacantes, o atleta ficou devendo. Em alguns jogos, ainda com Márcio Goiano como treinador, ele integrou o banco de reservas. Até mesmo nas partidas que balançou as redes, com um gol cada ante o Santa Cruz em partidas pelo Pernambucano e Copa do Brasil, o atacante foi peça apagada.

Ainda não há uma data para Jorge Henrique retornar aos gramados, mas o técnico Gilmar Dal Pozzo já se adiantou ao dizer que conta com o atleta para a reta decisiva da temporada. Assim como o Náutico confiou em Ortigoza no ano passado. Os alvirrubros torcem para que o baixinho recupere a boa forma e seja tão decisivo quanto o paraguaio. Com uma diferença, porém: desta vez, comemorando o acesso à Série B.

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