Jovem chama atenção por potencial no vôlei

Aos 17 anos, Amanda Silva chama atenção pelo potencial no vôlei. E quer, através do esporte, crescer na vida

Prefeito de Moreno, Vavá RufinoPrefeito de Moreno, Vavá Rufino - Foto: Divulgação

 

Pernambuco tem se mostrado, ao longo dos anos, um celeiro com potencial para estar sempre ofertando talentos às seleções de vôlei. Daqui, saíram Pampa, Dani Lins, Jaqueline, todos campeões olímpicos no vôlei indoor, além de Lula, Francismar, Garrido, Moreira, destaques na praia. As histórias por eles construídas servem de espelho para os jovens que batem bola pelas quadras do Estado e almejam seguir a carreira de atleta profissional. É o caso de Amanda Silva, ponteira de 17 anos.

Destaque no time do Colégio DOM, de Olinda, e do Náutico, ela chamou a atenção de vários clubes do sudeste do País, e se prepara para deixar Pernambuco em busca do sonho de se tornar uma grande jogadora. “Comecei no voleibol com 14 anos. Eu estudava em uma escola estadual e, como não tínhamos estrutura nenhuma para montar um time de vôlei, praticava na educação física. Então, meu professor me olhou saltando em uma das atividades e perguntou se eu queria fazer um teste no colégio Agnes. Acabei passando e fiquei por lá“, recorda Amanda, que há dois anos recebeu o convite para defender o DOM.

“O DOM faz um investimento no voleibol feminino e consegue captar alguns atletas de outros colégios que não teriam condições de pagar uma escola com nível pedagógico melhor. Amanda foi uma delas”, revela o técnico Adalberto Nóbrega, que também comanda o Náutico e, portanto, a inseriu na equipe alvirrubra. Apesar do pouco tempo no esporte, ela já conquistou dois títulos estaduais de clubes na categoria sub-18, com o Náutico, e outros dois nos Jogos Escolares de Pernambuco (JEPs), com o DOM, além de ter sido convocada para a seleção sub-20 do Brasil - não pôde se integrar ao time por já participar da equipe sub-18. No ano passado, foi quarta colocada nos Jogos Escolares Brasileiros (JEBs) e se prepara para a edição 2016 do evento, que acontece em novembro, na Paraíba.

A aposta que tem sido feita em Amanda pode ser explicada pelos números da pernambucana, que são impressionantes. Com 1,81 metro de altura, ela tem um alcance de 3,15 metros no ataque e de 2,48 metros no bloqueio. “É uma menina que consegue conciliar o esporte e o estudo, psicologicamente é bem equilibrada, e leva uma vantagem em relação a outras atletas a nível de Brasil, que é um alcance igual ao de Thaísa (meio de rede da seleção brasileira)”, comenta o técnico do DOM, Adalberto Nóbrega.

Os atributos de Amanda não impressionaram só aos olheiros do DOM. Tanto que ela retornou do Brasileiro de Seleções, em Saquarema, no Rio de Janeiro, com três propostas de clubes de São Paulo, as quais está avaliando junto à família. “Como aqui em Pernambuco não tem muito investimento, penso em ir para um lugar onde eu possa ser vista e alcançar meu objetivo. A minha meta é chegar à seleção olímpica, ajudar minha família, meu pai, minha mãe”, diz ela.

O destino de Amanda será uma decisão conjunta entre ela, a família e o técnico Adalberto. De origem simples, ela conseguiu, através do vôlei, uma oportunidade. A agarrou e se tornou destaque no cenário do vôlei estadual. O futuro tende a ser bem promissor e, quem sabe, nos próximos anos a veremos defendendo as cores do Brasil em grandes eventos internacionais.

Um espelho chamado Jaqueline

Um dos símbolos da geração mais vitoriosa do vôlei indoor feminino nacional, a ponteira Jaqueline Carvalho, hoje com 32 anos, deixou o Recife ainda menina para tentar a carreira como jogadora profissional em São Paulo. Na bagagem, um talento natural e muita determinação, fórmula que a fez estourar nacional e internacionalmente.

A trajetória de Jaqueline é uma referência para Amanda Silva, que tem nas mãos a oportunidade de também se mudar para o estado brasileiro que mais investe na modalidade - na época, Jaqueline participou de uma peneira no BCN/Osasco, aos 14 anos. “Me espelho muito em Jaqueline, pois ela também começou aqui, bastante nova, e construiu tudo o que tem hoje através do vôlei. Vejo ela como uma pessoa guerreira, que começou de baixo e agora está no topo, tem dois títulos olímpicos”, destaca Amanda, que joga na mesma posição da sua conterrânea.

Assim como Jaqueline, outros ídolos do vôlei nacional também foram descobertos em Pernambuco. A levantadora Dani Lins, titular da seleção brasileira e campeã olímpica em Londres-2012, foi outra que deixou o Estado ainda adolescente para investir na carreira em São Paulo. Pampa, primeiro medalhista olímpico de Pernambuco é outro exemplo, tendo dado os primeiros toques na bola ainda nos tempos de colégio.

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