Judô faz Darvinho ter sonhos ousados

Que­ro chegar a ser faixa preta e nunca parar de treinar

Encontro foi realizado na casa do prefeito TatoEncontro foi realizado na casa do prefeito Tato - Foto: Divulgação

 

Os grandes obstáculos apareceram logo cedo para Darvinho Santos. A mãe, Jocilene Santos, acabou tomando um remédio contra rubéola sem saber que esta­va grávida. Por conta dos efeitos do medicamento, o menino, hoje com 14 anos, nasceu com uma má forma­ção na coluna. O início da vida foi bastante compli­cado, mas, maior que as adver­sidades, só mesmo a von­tade de vencer do jo­vem pernambucano.

“Eu sentia muita dor. O desespero era tanto que cheguei muitas vezes a pedir para a minha mãe martelar meus ossos. Queria que ela fizesse qualquer coisa para que eu não sentisse mais aquilo”, resumiu Darvinho. O sofrimento diminuiu consideravelmente depois que ele começou a praticar judô na ONG JUDOEST. Além de não sentir mais nenhum incômodo, a modalidade também serviu para moldar a personalidade, até então rebelde, do garoto. “As brigas constantes que eu tinha com a minha mãe já não existem mais. Passei a ter mais responsabilidade no colégio e hoje sei que posso conseguir tudo o que eu quiser.”

A mudança no pensamento veio através dos ensinamentos da professora Fabian­na. “Aqui aprendi a ter pa­ciência, disciplina, organização e humildade. Também passei a me aceitar co­mo eu sou. Devo tudo isso ao esporte”, comentou o jovem judoca, morador da co­munidade de Jardim Uchôa, no bairro de Areias.

Também foi no tatame que ele aprendeu a ter sonhos cada vez mais ousados. Bicampeão pernambucano e campeão do Norte/Nordeste 2016 na categoria Especial, ele sonha em se tornar um profissional de Educação Física e dar passos ainda mais largos na modalidade. “Que­ro chegar a ser faixa preta e nunca parar de treinar. Sei que assim poderei me tornar um judoca profissional”, garantiu o recifense, que demonstra total força de vontade para ir atrás de todos esses objetivos.

 

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