Júnior Rocha celebra "melhor jogo do ano", após vitória

Treinador do Santa Cruz garante não ter tido medo do risco da demissão, devido ao mau início

Treinador observou evolução nítida nos últimos jogos do SantaTreinador observou evolução nítida nos últimos jogos do Santa - Foto: Anderson Stevens/Folha de Pernambuco

O começo de temporada do Santa Cruz foi decepcionante. A equipe foi eliminada na primeira fase da Copa do Brasil e começou mal o Campeonato Pernambucano. Na noite desta terça-feira (6), contudo, veio a redenção: vitória com sobras por 3x0 sobre o Treze/PB, pela Copa do Nordeste. Foi a primeira vitória tricolor na temporada, naquela que foi a melhor apresentação da equipe até agora, segundo o técnico Júnior Rocha.

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"A vitória só não foi completa por motivos de não termos o torcedor ao lado, é uma pena. Mas os torcedores ficaram do lado de fora nos apoiando e agradeço de coração", destacou o técnico, lembrando que houve protestos no Arruda nos últimos dias. "Tem que cobrar mesmo da gente e sempre que estiverem ao nosso lado, nos apoiando, vai dar certo", garantiu, expressando um certo alívio pelo fim do jejum de vitórias.

"Referente ao trabalho, a vitória poderia ter vindo antes, mas foi de bom tamanho. Repetimos o time do jogo contra o Salgueiro e, depois daquele jogo, a equipe cresceu moralmente. E fizemos o nosso melhor jogo do ano", avaliou. "As coisas vêm dando certo e evoluíram após o jogo contra o Salgueiro. No Santa Cruz a exigência é sempre muito grande, principalmente a entrega", observou o comandante coral.

De acordo com Rocha, a falta de tempo para entrosar a equipe foi o principal fator para os tropeços iniciais. "Não adianta insistir quando não se tem tempo para trabalhar
É difícil construir jogando com adversários fechados, com linhas próximas. Errávamos muitos passes, o nosso campo ficava aberto e sofríamos no contra-ataque", apontou o treinador, que garantiu não ser sentido receio de uma possível demissão.

"Esse grupo não tem culpa do que passou aqui, porque reconstruir do zero não é fácil.
Eu nao tenho medo de nada. Se tivesse, não viria para o Santa Cruz e eu dou o meu máximo aqui", assegurou. "Eu não vou me esconder nunca porque a profissão é assim, é resultado. O Tite, veja só, já foi mandado embora várias vezes em clubes e hoje é a referência. Isso faz parte", explicou. 

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