Júnior Rocha celebra "melhor jogo do ano", após vitória
Treinador do Santa Cruz garante não ter tido medo do risco da demissão, devido ao mau início
O começo de temporada do Santa Cruz foi decepcionante. A equipe foi eliminada na primeira fase da Copa do Brasil e começou mal o Campeonato Pernambucano. Na noite desta terça-feira (6), contudo, veio a redenção: vitória com sobras por 3x0 sobre o Treze/PB, pela Copa do Nordeste. Foi a primeira vitória tricolor na temporada, naquela que foi a melhor apresentação da equipe até agora, segundo o técnico Júnior Rocha.
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"A vitória só não foi completa por motivos de não termos o torcedor ao lado, é uma pena. Mas os torcedores ficaram do lado de fora nos apoiando e agradeço de coração", destacou o técnico, lembrando que houve protestos no Arruda nos últimos dias. "Tem que cobrar mesmo da gente e sempre que estiverem ao nosso lado, nos apoiando, vai dar certo", garantiu, expressando um certo alívio pelo fim do jejum de vitórias.
"Referente ao trabalho, a vitória poderia ter vindo antes, mas foi de bom tamanho. Repetimos o time do jogo contra o Salgueiro e, depois daquele jogo, a equipe cresceu moralmente. E fizemos o nosso melhor jogo do ano", avaliou. "As coisas vêm dando certo e evoluíram após o jogo contra o Salgueiro. No Santa Cruz a exigência é sempre muito grande, principalmente a entrega", observou o comandante coral.
De acordo com Rocha, a falta de tempo para entrosar a equipe foi o principal fator para os tropeços iniciais. "Não adianta insistir quando não se tem tempo para trabalhar
É difícil construir jogando com adversários fechados, com linhas próximas. Errávamos muitos passes, o nosso campo ficava aberto e sofríamos no contra-ataque", apontou o treinador, que garantiu não ser sentido receio de uma possível demissão.
"Esse grupo não tem culpa do que passou aqui, porque reconstruir do zero não é fácil.
Eu nao tenho medo de nada. Se tivesse, não viria para o Santa Cruz e eu dou o meu máximo aqui", assegurou. "Eu não vou me esconder nunca porque a profissão é assim, é resultado. O Tite, veja só, já foi mandado embora várias vezes em clubes e hoje é a referência. Isso faz parte", explicou.

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