Júnior Rocha lamenta gol no início e reconhece limitações

Para reinador do Santa Cruz, há uma diferença técnica visível entre o Sport e o Tricolor, comprovada no clássico desta quarta-feira (14)

Técnico Júnior Rocha na Ilha do Retiro, estádio do rival SportTécnico Júnior Rocha na Ilha do Retiro, estádio do rival Sport - Foto: Anderson Stevens/Folha de Pernambuco

O Santa Cruz já está fora do Campeonato Pernambucano. Derrotado na noite desta quarta-feira (14), na Ilha do Retiro, o Tricolor não ofereceu muita resistência ao Sport. Para o técnico coral, Júnior Rocha, a superioridade técnica do Leão pesou. Contudo, o treinador considerou o gol marcado cedo pelos mandantes como decisivo para o placar.

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"Fomos abaixo sim, principalmente com o vacilo tomado no primeiro gol. Ficar correndo atrás do placar, com dois ou três minutos é complicado, mas faz parte do amadurecimento de alguns jovens atletas. Não é porque perdemos que está tudo errado, nem se ganhássemos estaria tudo certo", opinou o comandante coral.

"São erros letais, que não podem acontecer em um clássico. O poder técnico do Sport é muito vantajoso. Desarma qualquer modelo, qualquer estratégia. Acho que o que prejudicou foi esse gol. Não desmerecendo ninguém, mas a equipe do Sport, tecnicamente, é superior a nossa", reconheceu.

Rocha lamentou profundamente a falta de atenção tricolor. "Em jogos assim, temos que ir no limite em todas as partes, de concentração, física, técnica. Quando se falha com dois minutos, prejudica bastante. Mas em momento algum desistimos do jogo. Voltamos melhor no segundo tempo e tomamos outro gol de desatenção, em bola parada."

Para o treinador, contudo, não é o momento de desanimar. Mesmo após sofrer derrota maiúscula em clássico. "Vida que segue. Temos outros campeonatos, estamos líderes na Copa do Nordeste, agora é juntar forças e buscar um objetivo maior. Temos que melhorar, sim, e nós vamos melhorar", prometeu, antes de assumir as limitações.

"Temos problemas de elenco. Estamos em uma reconstrução, com muitas dificuldades para contratar. Ficamos no limite e não podemos passar nele, porque se atrasar (salários), acabou. Tem que tirar muita limonada desse limão. Não tem o que fazer e eu vim para cá sabendo disso", destacou.

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