Justiça mantém processo contra Neymar; DIS comemora

Ação judicial contra o astro brasileiro segue sem resolução nos tribunais espanhóis

Neymar em ação pelo Barcelona Neymar em ação pelo Barcelona  - Foto: JAVIER SORIANO / AFP

A decisão da Justiça Espanhola na última terça-feira (21), mantendo o processo criminal contra Neymar, seus pais e ex-dirigentes do Santos e do Barcelona, foi comemorada pelo DIS, fundo de investimento esportivo que reclama ter recebido uma quantia menor do que deveria pelos 40% dos direitos do brasileiro em sua transferência para o clube catalão. Em entrevista a UOL Esportes, o pai do atleta reafirmou a inocência do seu filho e chamou os dirigentes da DIS de “gananciosos”.

Através da NN Consultoria, empresa de propriedade do pai e do jogador, a família do atacante enxergou pouca importância na decisão da Audiência Nacional. “A mesma (decisão) foi proferida no ano passado e amplamente divulgada, entendendo que, por ora, ninguém deve ser excluído preliminarmente do processo, devendo os fatos e condutas serem analisados, a defesas apresentadas, as provas produzidas para, ao final, caso entendam que realmente não há crime, ser proferida uma sentença absolutória”.

A defesa de Neymar se apóia na opinião legal de Pau Molins, advogado especializado em direito penal espanhol e sócio do Molins & Silva Defensa Penal, escritório também localizado na Espanha. Em entrevista ao La Vanguardia, também na última terça-feira (21), Molins considerou absurdas as acusações contra o brasileiro.

RELEMBRE O CASO

Na transferência de Neymar do Santos para o Barcelona em 2013, a DIS, então detentora de 40% dos direitos econômicos do atleta, alegou não ter recebido a quantia equivalente. No papel, a transação foi de 17,1 milhões de euros, mas a Justiça Espanhola estima que o valor total chegou a casa dos 83 milhões de euros.

Investigações foram conduzidas no Brasil e na Espanha para descobrir se parte da quantia foi ocultada quando Neymar chegou a Catalunha. Na visão do tribunal espanhol, os argumentos utilizados pelo jogador em seu recurso devem ser esclarecidos no julgamento, já que é indiscutível a sua assinatura do atleta nos contratos.

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