Futebol

Experiente, Kieza assume missão de "blindar" elenco do Náutico

Atacante frisou como procurou ajudar os companheiros em meio à cobranças da torcida por conta do jejum de vitórias

Gilson Kleina comemora gol com KiezaGilson Kleina comemora gol com Kieza - Foto: Antonio Cicero/Photo Press/Folhapress

Após a derrota do Náutico por 2x0 para o América/MG, no Independência, pela 15ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro 2020, alguns torcedores do clube foram até o Aeroporto Internacional dos Guararapes para cobrar o elenco alvirrubro, que na época amargava um jejum de triunfos e gols. A sequência de tropeços foi interrompida com o   resultado de 1x0, diante do Oeste, na Arena Barueri, na partida passada. Gol marcado por Kieza. E na primeira entrevista pós-vitória, o centroavante contou como o elenco reagiu à pressão dos alvirrubros.

“Como sou um dos líderes do grupo, também estou aqui para botar a cara e defender os meus companheiros. Sei que a torcida é importante. Eles têm de cobrar, mas de uma maneira que esteja junto com a gente. Não adianta piorar a situação porque isso não leva o clube para lugar algum”, afirmou o jogador, colocando-se como um dos responsáveis por “blindar” os companheiros.

“Sou um cara experiente. Conversei com os torcedores e estamos aqui para sermos cobrados, assim como eles precisam ouvir. Não estamos aqui de sacanagem, de brincadeira. Muitas pessoas sabem o amor que tenho pelo clube. Se eu contar tudo que eu tenho para contar, muitos iam ver o amor que tenho, mas não podemos deixar essas coisas influenciarem. Quando o time está ruim, o torcedor precisa estar do lado. Se tiver um jogador em fase ruim, não adianta querer bater, cobrar da maneira que algumas torcidas fazem hoje, porque não vai ajudar o time a melhorar. Só vai prejudicar. Alguns jogadores sentem. Eu, particularmente, não sinto porque tenho as costas largas. Como líder, procuro ajudar os mais novos. Jorge (Henrique) também. Temos que proteger o grupo”, completou.

Diante do Cruzeiro, domingo (25), nos Aflitos, Kieza reencontrará seu antigo clube. Pela Raposa, em 2010, o atacante participou de apenas seis jogos, marcando dois gols. Segundo o próprio atleta, sua saída de Minas Gerais foi ocasionada por fatores que ultrapassam as quatro linhas. 

“Eu era muito menino. Quando você é jovem, faz coisas que se arrepende depois que fica mais experiente. No Cruzeiro, eu me machuquei, fiz cirurgia e também não estava com a cabeça no lugar. Fiz algumas coisas fora de campo que me atrapalharam muito. Isso foi um ponto crucial que fez minha passagem não ter sido boa. Ir para o Náutico (em 2011) foi uma escolha maravilhosa na minha carreira, onde cresci, evolui e amadureci muito”, finalizou.

 

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