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Kieza cita polêmicas sobre cuidados com a Covid-19 e diz ser um dos melhores atacantes do Brasil

Atacante comentou sobre críticas que recebeu após foto com Jorge Henrique, em meio à críticas sobre os cuidados com a pandemia

Kieza, atacante do NáuticoKieza, atacante do Náutico - Foto: Caio Falcão/CNC/Divulgação

Não faltam manchetes para a entrevista de Kieza. O artilheiro do Náutico na Série B, com oito gols, aproveitou para se pronunciar sobre algumas polêmicas envolvendo o nome dele. Além disso, fez uma avaliação da temporada, com direito à declaração autoconfiante e previsão de aposentadoria no Timbu. 

Kieza esteve envolvido em uma polêmica em setembro após receber uma medida disciplinar do Náutico por ter “furado” o isolamento social para participar de um evento com aglomeração, ao lado dos zagueiros Camutanga e Diego Silva, além do atacante Thiago. Em dezembro, voltou a ser criticado nas redes sociais ao publicar uma foto ao lado do meia Jorge Henrique, insinuando um distanciamento, depois da notícia de que ele estaria com Covid-19. Outros nomes do elenco, porém, pegaram a doença.

“Não foi deboche (a foto). Só quis colocar meu ponto. As pessoas achavam que eu tinha pego Covid-19 e passado para pessoas do clube. Pessoas próximas a mim já pegaram, mas nunca testei positivo. É uma doença complicada e tenho meus cuidados. Não me considero polêmico. Eu só falo a verdade. As pessoas preferem que a gente minta e, quando você é verdadeiro, parece que é de outro planeta. Falo a verdade, doa a quem doer. Minha personalidade é forte. As pessoas que me conhecem de verdade sabem como eu sou. Procuro conversar com os torcedores. Mas com quem quer conversar. Com quem fala coisas que não devem ser ditas, eu não dou ênfase”, afirmou. 

 

Kieza e Jorge HenriqueEscreva a legenda aqui

O jogador também negou um rumor de que não teria boa relação com o meia Jean Carlos. “Já tentaram colocar que tivemos problemas, que a gente não se dava bem. Não sei de onde tiraram isso. Somos amigos, mas algumas pessoas acham que é preciso ficar se beijando e abraçando para provar. Estou feliz por ele terminar a temporada como artilheiro da equipe, mas espero fazer gols e ficar na frente dele pelo menos no Brasileiro”, brincou. O camisa 9 tem um tento a mais que o meia na Segundona.

Embora aliviado por ajudar o Náutico a escapar do rebaixamento à Série C, o atacante foi taxativo. “Em toda minha carreira, essa foi a temporada mais difícil. Nunca me machuquei tanto como em 2020. Não fizemos um ano para subir. Voltei para isso, mas não consegui e fiquei frustrado. Também tive problemas particulares. Graças a Deus melhorei e pude ajudar a equipe com gols. Sou o artilheiro do time na Série B mesmo ficando muitos jogos fora. Se tivesse participado dessas partidas, teria disputado a artilharia com o restante dos atletas”, declarou.

Questionado se pretende pendurar as chuteiras no Timbu, o atacante de 34 anos deixou claro o desejo, colocando a si próprio em um patamar elevado na lista de goleadores do País. “Penso em encerrar no Náutico. Aqui, eu me sinto em casa. É o clube que me acolheu bem e com a torcida que amo. Mas isso está longe. Tenho cinco, seis anos de carreira. Vou fazer 35 anos, mas me sinto bem apesar da idade. Se eu não me machucar muito, como foi em 2020, eu acho que, bem fisicamente, sou um dos melhores atacantes do Brasil”, pontuou. 

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