Kuki relembra acesso do Náutico em 2006

Ídolo alvirrubro estava presente no jogo que garantiu o retorno do Timbu à Série A em jogo disputado há 14 anos

Kuki, ídolo do NáuticoKuki, ídolo do Náutico - Foto: Arthur Mota/Folha de Pernambuco

Vamos subir, Náutico". Na garganta de milhares de alvirrubros, nos Aflitos, esse foi o grito que ecoou no dia 19 de novembro de 2006. O Timbu, com gols de Capixaba e Felipe, venceu o Ituano por 2x0, na 37ª rodada da Série B, cravando o acesso à Série A do Campeonato Brasileiro após quase duas décadas longe da elite nacional. O jogo será exibido novamente neste domingo, na TV Globo. A Folha de Pernambuco conversou com o ídolo Kuki para relembrar o dia marcante da história vermelha e branca.

Sem traumas

No ano anterior, o Náutico viveu um dos capítulos mais tristes de sua centenária história, com a derrota por 1x0 para o Grêmio, na rodada final do quadrangular da Série B 2005, no jogo que ficou marcado como a "Batalha dos Aflitos". Mesmo assim, Kuki, remanescente do episódio, afirmou que o grupo não carregou o peso da frustração do passado. "Não pensávamos no que tinha acontecido antes, apenas no objetivo de colocar o Náutico na Série A".

Aflitos

A campanha do Náutico foi marcada por um desempenho avassalador como mandante. Em 19 confrontos nos Aflitos, o time conquistou 16 vitórias, dois empates e apenas uma derrota. Somaram 50 pontos dos 57 disputados no Eládio de Barros Carvalho, atingindo uma média de 87,7% aproveitamento. "A torcida nos apoiou o ano inteiro e, contra o Ituano, não foi diferente, lotando o estádio. Não ganhamos tantos pontos fora, mas em casa vencemos praticamente todos".

Treinadores

O Náutico teve três técnicos da Série B. O primeiro, Roberto Cavalo, foi demitido na quinta rodada. Com a chegada de Paulo Campos, o Timbu engatou na competição, mas não conseguia repetir fora de casa o mesmo desempenho que tinha em seus domínios. Na reta final, o clube apostou em Hélio dos Anjos, que venceu quatro e empatou três nas sete rodadas finais. "Paulo tem 80% daquele acesso. No primeiro jogo com ele, nós vencemos por 2x1 o Ceará. Eu marquei os dois gols. Ele era um cara do bem e fazia todos se sentirem acolhidos. Com a saída dele, o mérito de Hélio foi perceber que bastava tocar o trabalho que já estava sendo feito. Ele também foi fundamental. Outro cara poderia chegar e mudar tudo, mas ele foi humilde e inteligente ao reconhecer que o ideal era manter o que estava acontecendo antes”.

O jogo

O primeiro tempo diante do Ituano foi truncado e terminou no 0x0. "No intervalo, Hélio disse: 'vocês têm 15 minutos para fazer um gol'”. O primeiro saiu aos três, com passe do próprio Kuki para Capixaba. Aos 24, Felipe ampliou, decretando o acesso. "Foi uma conquista na bola, com méritos. Nosso time era bom e muito batalhador. Merecíamos subir por tudo que fizemos", apontou o ex-jogador e terceiro maior artilheiro alvirrubro, com 184 gols.

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