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LaLiga está de olho no mercado pernambucano

Albert Castelló, representante da LaLiga no Brasil, falou com a Folha de Pernambuco sobre as perspectivas da organização

Albert Castelló, representante da LaLiga no BrasilAlbert Castelló, representante da LaLiga no Brasil - Foto: Ed Machado/Folha de Pernambuco

Barcelona, Real Madrid, Atlético, Sevilla, Bétis. Grandes nomes do futebol espanhol, que movimentam milhões de torcedores pelo mundo, inclusive no Brasil. A relação destes clubes da LaLiga (Campeonato Espanhol) com o mercado brasileiro ficou ainda mais próxima desde 2017, quando a organização designou delegados pelo mundo para representar o futebol espanhol.

Representante no Brasil, Albert Castelló esteve no Nordeste para a disputa do Jogo do Bem, na Arena de Pernambuco. Na oportunidade, o "embaixador" concedeu entrevista exclusiva à Folha de Pernambuco sobre os próximos passos dos espanhóis no Brasil, a visão da organização e clubes sobre Pernambuco e o mercado do Nordeste.

Uma das primeiras ações da LaLiga no estado foi realizada no ano passado, em novembro. A organização promoveu uma transmissão do Dérbi da Andaluzia entre Bétis e Sevilla, vencido pelos visitantes por 2x1. Foram convidadas aproximadamente 70 pessoas entre jornalistas e formadores de opinião para ver o jogo no Recife.

“Percebemos que muitos dos eventos são realizados no Sudeste, mas que tem muitos torcedores no Nordeste também. Como o primeiro ponto de conexão foi feito no Recife anteriormente, resolvemos fazer o evento aqui”, comenta Castelló. “Buscamos atender aquele público que está carente. É fácil ir para São Paulo, Rio de Janeiro, mas por aqui tem muito torcedor que quer assistir aos jogos e ter mais envolvimento com a liga”, completa.

Desde 2017 à frente da representação da LaLiga no Brasil, ele conta como a aproximação impactou no mercado brasileiro, movimento que só tende a aumentar. “Tanto a Fox quanto a ESPN tiveram maior proximidade com o campeonato, o que facilita muito a comunicação sempre que tem alguma promoção, enviando inclusive correspondentes”, diz. Além disso, Castelló aponta também o crescimento nas redes sociais, com produção de conteúdo em português dedicado à LaLiga. "Temos aumentado nosso conteúdo e seguidores nas redes sociais. São dados ótimos e que mostram o interesse do público brasileiro", completou.

“Jogos entre Barcelona, Real Madrid e Atlético de Madrid têm um maior potencial para este plano de internacionalização”, afirma Albert. No entanto, outros clubes espanhóis também criam oportunidades de se aproximar com os torcedores no País. “Além das mais conhecidas, o clássico entre Bétis e Sevilla também chama a atenção por conta da rivalidade e é uma grande oportunidade para estas marcas se conectarem com o torcedor”, diz o delegado.

Além da exibição de jogos, o Nordeste e o restante do Brasil aparecem com outras ações da LaLiga, que tem ciência da região como um grande celeiro de craques. Ronaldinho, Júlio Baptista, Denilson, Rivaldo e Ronaldo são prova disso. Buscando seguir o caminho e achar um novo Vinícius Jr. ou até um novo Rodrygo Góes, a LaLiga realizará um reality show chamado “Bravo!”, em busca de 18 jovens que poderão figurar entre as principais equipes da Espanha. “Para o Brasil teremos este reality show que vai se estender praticamente por um mês, reunindo 900 garotos selecionados entre 16 e 19 anos”, diz Castelló. A primeira temporada deverá sair em março, nos canais ESPN.

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Problemas na Supercopa

A internacionalização das marcas do futebol espanhol também ganhou um capítulo polêmico em 2019. A Real Federação Espanhola de Futebol anunciou que a Supercopa da Espanha seria disputada na Arábia Saudita, em janeiro deste ano. A decisão de reunir o campeão e vice do do Campeonato Espanhol (LaLiga) e da Copa do Rei da Espanha não agradou, muito por conta das sanções e do regime totalitário presente no país do Oriente Médio.

Quem também se posicionou do lado dos opositores foi o presidente da Liga de Futebol Profissional, que organiza a primeira e a segunda divisão na Espanha. Javier Tebas afirmou que há muito tempo uma TV pirata saudita (beoutQ) transmite sem autorização a programação de futebol de uma emissora que tem contrato com a Liga (BeIN Sports, do Qatar). "Não é o melhor momento para jogar na Arábia Saudita. É um país que pirateia o futebol europeu”, comentou em entrevista. Apesar das críticas, o torneio ocorre normalmente, com a decisão acontecendo neste domingo às 15h, entre Real Madrid e Atlético de Madrid. 

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