Lanza fez paixão por cavalos virar estudo nos EUA

Nem só de água vive Vinicius, uma das principais apostas da natação brasileira para a Olimpíada de Tóquio-2020

Revezamento 4x100 metros livre no Mundial de HangzhouRevezamento 4x100 metros livre no Mundial de Hangzhou - Foto: Satiro Sodré/SSPress/CBDA

Fã de cavalos, Vinícius Lanza mineiro transformou a paixão pelos animais em estudo quando se mudou para os Estados Unidos e iniciou a graduação em animal behavior (espécie de zootecnia) na Universidade Indiana.

No fim de março, ele disputou suas últimas provas pelo Campeonato Americano Universitário -berço dos principais nadadores do mundo- e fez história ao vencer a disputa de 100 jardas (91,4 m) no nado borboleta, especialidade de Lanza. O último a conseguir esse feito pela universidade havia sido o lendário Mark Spitz, 47 anos atrás. O brasileiro conquistou mais duas medalhas para Indiana durante a competição, nas 200 jardas borboleta e no revezamento 4 x 100 medley.

O desempenho em alto nível nos EUA e a medalha de bronze obtida no campeonato Pan-Pacífico do ano passado credenciam o representante do Minas Tênis Clube a ser um dos astros do Troféu Brasil Maria Lenk. A principal competição nacional do ano, que começou nesta terça (16) no Parque Olímpico do Rio de Janeiro, serve como seletiva brasileira para os Jogos Pan-Americanos de Lima (2019) e o Mundial da Coreia do Sul, entre outras competições.

Apesar da elegibilidade de Lanza no circuito universitário dos EUA ter acabado após as quatro temporadas em que defendeu Indiana, ele ainda terá pela frente mais um ano de estudos para concluir a graduação. Nesse período, que coincide com a preparação para os Jogos de Tóquio (2020), o atleta continuará o programa de treinos que vem dando certo nos últimos anos.

O sucesso dentro da água, como é comum no esporte, também exigiu que o mineiro abrisse mão de alguns passatempos. "Minha família tem uma fazendinha em São João del-Rei, e eu gosto muito de cavalos, tanto de andar quanto de cuidar. Pretendo trabalhar com isso no futuro. Quando fui crescendo e a natação ficou mais séria, ela tirou o tempo que eu podia ir para fazenda e ficar por lá", afirma Lanza.

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A relação dele e da família com animais não se encerra nos cavalos ou no curso que o atleta escolheu na universidade. Ainda criança, o mineiro aprendeu a nadar por incentivo do pai, que costuma viajar com um grupo de amigos para pescarias no Pantanal. "Eles gostam de pescar e de tomar uma cervejinha no barco. Ele falou que se desse alguma coisa errada eu tinha que saber me virar, então comecei a nadar por causa da proteção durante as pescarias mesmo", conta entre risos.

Depois de quatro anos na elite do esporte universitário americano, onde nada ao lado dos campeões olímpicos Blake Pieroni e Lilly King, ele afirma que o objetivo de carreira continua o mesmo: chegar a uma Olimpíada e brigar por um lugar no pódio.
A diferença é que agora Lanza tem mais ferramentas para isso do que tinha em 2016, quando não conseguiu a vaga para os Jogos do Rio por apenas cinco centésimos.
"Eu era um moleque sonhador, mas não sabia como chegar lá. Hoje em dia consegui amadurecer muito. O menino sonhador continua aqui, mas já está traçado o que ele tem que fazer para alcançar o sonho", diz.

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