Futebol

Lesões, regularizações e casos de Covid-19 dificultam definição do Náutico para pegar Íbis

Jean Carlos, com dores na panturrilha, está fora; atletas com covid e que não foram regularizados aumentam lista de desfalques

Hélio dos Anjos, técnico do NáuticoHélio dos Anjos, técnico do Náutico - Foto: Tiago Caldas/CNC


O time titular do Náutico para o jogo contra o Íbis, sábado (22), nos Aflitos, na estreia do Campeonato Pernambucano, não está definido. Não por mistério apenas do técnico Hélio dos Anjos. O problema é maior. Envolve três fatores: condição física, liberação jurídica de atletas que ainda não foram regularizados, além das peças que testaram positivo para a Covid-19. 

“Não sei qual será minha escalação. Trabalhei alternativas baseadas nas informações do departamento técnico. Desenvolvemos bem e estou no aguardo. Por incrível que pareça, tenho definido as duas laterais, os dois primeiros volantes. Ewandro não posso garantir ainda. Também tem João Paulo, que aguardamos. Se ele não tiver condições, temos Carlão, Rafael (Ribeiro) e Bernard, da base. Mas vamos ter uma equipe forte", afirmou o técnico Hélio dos Anjos.

Com uma lesão na panturrilha direita, Jean Carlos é desfalque certo no jogo. O atleta, inclusive, recebeu nesta semana uma proposta do Esteghlal, do Irã, de R$ 2,7 milhões. O jogador ficou balançado pelos valores salariais, mas o Alvirrubro considerou baixo o preço da venda sugerido pelos iranianos e recusou a negociação. 

Sobre os atletas com Covid-19, o Náutico não divulgou os nomes dos infectados, tampouco se foi feito uma nova testagem para saber se o trio de jogadores positivados anteriormente com a doença já estão recuperados. Outro problema envolve a questão da documentação. Alguns jogadores ainda não tiveram o nome publicado no Boletim Informativo Diário (BID) da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e podem desfalcar o time na estreia, casos do volante Richard Franco, do meia Eduardo Teixeira e do atacante Leandro Carvalho.

Atual campeão estadual, o Náutico chega com a missão de lutar pelo bicampeonato. Pressão que o treinador alvirrubro está ciente. “Não aceito menos do que o ano passado de rendimento. Temos de render mais, e mesmo assim podemos não ganhar o título. Os adversários podem ser superiores. Mostrei os números para eles. Como comandante, não aceito menos. A performance precisa ser melhor nas partes física, técnica e tática. O campeonato é estimulante, tem grandes adversários. O Pernambucano já foi o terceiro melhor estadual do País. Hoje, temos também equipes boas do interior. O Afogados vem bem em mais um ano. O Retrô, no ano passado era mais inexperiente, mas vi o que estão fazendo agora, com um time mais experiente. Sport e Santa Cruz não precisam falar. São grandes clubes. Pode ter um clube dando a mesma importância do Pernambucano que estamos dando, mas não mais do que a gente”, apontou.

Adversário na abertura do Estadual, o Íbis, mesmo carregando a "pecha" de "pior time do mundo" não faz Hélio diminuir a atenção por um resultado positivo na estreia. “Temos todas as informações deles. O time foi mantido 90%. Vimos jogos importantes deles no ano passado. Fiz uma revisão total com nossos analistas. Não é bom perder para eles porque uma repercussão de uma vitória deles é grande. Não é menosprezando, mas sim parabenizando o Íbis por usar dessa brincadeira para o bem do clube. Respeitamos tudo isso e a melhor maneira é trabalhar bem para vencer”, concluiu.

 

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