Santa Cruz

Leston detalha reformulação no Santa Cruz e movimentos no mercado: "precisamos ser assertivos"

Treinador tricolor também falou sobre o primeiro momento com o atual elenco e as dificuldades do mercado nacional no primeiro semestre

Leston JúniorLeston Júnior - Foto: Rafael Melo/Santa Cruz

Aos poucos, o Santa Cruz dá seus passos rumo à temporada 2022. Chegando ao mês de dezembro, o cenário ainda é de reformulação do elenco, com o clube indo ao mercado atrás de negócios viáveis. Para o treinador Leston Júnior, a reestruturação do elenco se fazia necessária por conta dos resultado ruins de 2021, que culminaram com o rebaixamento do clube à Série D. A declaração foi dada em coletiva realizada nesta quinta-feira (2), onde o técnico coral também falou sobre as primeiras impressões dos treinamentos e também deu detalhes sobre as áreas em que o clube tem maior urgência para contratar.

De acordo com o treinador, a mudança no elenco era "uma questão óbvia", por conta dos resultados da temporada 2021 e a exigência alta da temporada 2022. No entanto, Leston afirmou que a motivação não é levada para um julgamento de valor sobre os jogadores que estavam no elenco anterior. 

"Acredito que a reformulação se fazia necessária por uma questão óbvia. Não estou aqui fazendo juízo de valor em rleação a capacidade técnica dos atletas e do elenco anterior. Mas por ter sido uma temporada muito ruim, desportivamente falando, era importante que houvesse uma oxigenação para 22, para que você não carregasse o ambiente de uma temporada para a outra. E é uma temporada em que teremos uma exigência muito alta", disse.

Reapresentação e conhecimento do elenco

"Esse primeiro contato tem sido muito mais voltado para as avaliações de departamento médico, fisiologia e prepração física. Está tudo dentro do que planejamos. No início, com um grupo muito mais enxuto, composto quase que na sua maioria por atletas da casa e à medida que o tempo for passando, vamos trazendo mais robustez ao elenco, mas tudo dentro do planejamento", contou.

Trabalho com departamento de futebol e urgências do elenco

"Nós temos que ter um entendimento de que é um momento em que precisamos ser muito assertivos. Isso faz com que você tenha uma preocupação com a questão numérica. Você tem um orçamento curto e precisa equacionar, de alguma forma, que você consiga contemplar todos os setores do campo. Eu diria que a gente tem algumas posições que são mais claras, que temos trabalhado mais forte no mercado. Um goleiro, zagueiro, volante, um atacante de velocidade. São atletas que a gente tem como ideia de pilares de uma estrutura de time, até para você ter uma base fortalecida e assim criar cenários favoráveis para a utilização de jogadores da casa", afirmou.

Dificuldade de mercado no primeiro semestre de 2022

"O primeiro semestre é sempre mais difícil de estar ativo, porque a oferta de atletas é muito menor, porque existem estaduais em todo o país e isso faz com que a disputa, especialmente com o Carioca, Paulista, Catarinense, Goiano, são todos os que a gente concorre e esses clubes tem uma condição financeira muito mais robusta que a nossa, no primeiro semestre. É claro que a temporada ruim em 2021 e o fato de não ter um calendário robusto em 2022, são outros dificultadores para o Santa Cruz, então exige mais inteligência, criatividade, para tentar minimizar esses efeitos e trazer atletas que se encaixem, primeiro, no perfil financeiro do clube. Isso é algo que o torcedor precisa entender, que temos ótimos nomes no mercado, mas financeiramente são incompetíveis com a realidade do clube", detalhou. 

Estruturas de jogo

"Futebol é equilíbrio e eu particularmente não acredito em modelo de jogo ideal, porque cada jogo tem a sua demanda. Eu entendo que um time de futebol tem que ser preparado para se desenvolver em todos os momentos que o jogo pede. Tem jogo que pede que você proponha mais ou que jogue de forma mais reativa. Então temos que contemplar todas essas características na montagem, como na escolha do modelo de jogo. Temos procurado analisar como fator principal dois aspectos. Primeiro, a cultura do clube, historicamente os grandes times do Santa Cruz eram times que transpiravam muito. O outro aspecto é a caracaterística de cada competição que vamos disputar", concluiu. 

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