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Liga das Nações: Brasil sofre, mas vence a Holanda

Apesar da atuação ruim, seleção superou a Holanda por 3 sets a 2, nesta terça (28). Próxima adversária é a Polônia

Seleção feminina de vôlei na Liga das Nações 2019Seleção feminina de vôlei na Liga das Nações 2019 - Foto: Divulgação/FIVB

Foi suado, em cinco sets, mas o Brasil conseguiu a terceira vitória na Liga das Nações 2019, nesta terça-feira (28), na abertura da segunda semana da Fase Classificatória, em Apeldoorn, na Holanda. A seleção nacional enfrentou as donas da casa e, depois de começar perdendo, conseguiu a virada e venceu por 3 sets a 2 (parciais de 21/25, 30/28, 25/20, 18/25 e 15/11). Nesta quarta-feira (29), a equipe volta à quadra para enfrentar a Polônia, a partir das 11h30 (horário de Brasília). Na quinta (30), o compromisso é contra a Bulgária, às 14h30.

Ainda sem peças importantes em seu elenco, o técnico José Roberto Guimarães começou a partida com o time que vem investindo como titular neste início de Liga das Nações: Macris, Paula Borgo, Gabi, Amanda, Bia, Mara e Leia. No decorrer do jogo, entraram Lorenne, Tainara, Mayany e Roberta. As três últimas, com boas atuações, jogaram os sets finais do confronto.

A Holanda, que também não tem a Liga das Nações como foco principal do ano, compete com um time recheado de caras novas. São poucas as atletas com bagagem em grandes competições, a exemplo da levantadora Laura Djikema. Mesmo assim, as anfitriãs do Grupo 8 desta segunda semana da Fase Classificatória deram trabalho, aproveitando a atuação abaixo da média da seleção. A equipe nacional teve um desempenho tão inconstante que mesmo com os quase 40 pontos cedidos pelas holandesas em erros sofreu para confirmar a vitória.

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Jogo
O primeiro set foi marcado por uma enxurrada de erros de ambos os lados. A diferença é que, entre um equívoco e outro, as holandesas apareciam bem no bloqueio, fundamento que pesou em favor das donas da casa em toda a partida. As brasileiras, por sua vez, desperdiçaram muitos saques e contra-ataques, fazendo a maioria dos pontos através de erros das adversárias. Pontuando para os dois lados, as holandesas fecharam em 25/21.

Ainda sem um saque eficiente, mas errando menos, a seleção apresentou uma melhora no início da segunda parcial, chegando a abrir 12/9. O bloqueio holandês, no entanto, cresceu novamente e, aos poucos, as anfitriãs conseguiram diminuir a diferença, empatando em 14/14. A partir daí, as equipes trocaram pontos até o 18/18, quando a seleção nacional se desgarrou e abriu 21/18. Tudo parecia caminhar para um final de set tranquilo, até que as comandadas de José Roberto Guimarães falharam no passe e na virada de bola, permitindo a virada adversária. As holandesas chegaram ao primeiro set point em 22/24, mas não aproveitaram. Depois disso, tiveram ainda outros cinco oportunidades para fechar a parcial e não confirmaram. Com Gabi chamando a responsabilidade, o Brasil conseguiu se recuperar e, no primeiro set point, fechou em 30/28.

A agressividade do bloqueio holandês chamou atenção novamente no início do terceiro set, o que ajudou as europeias a abrirem vantagem de 12/8 rapidamente. Fora os pontos marcados de fato, a excelente atuação holandesa nesse fundamento causou visível instabilidade no ataque brasileiro. Além disso, enquanto o saque das donas da casa incomodava o passe e, consequentemente a armação das jogadas brasileiras, o serviço da seleção nacional não agredia e as brasileiras viam a diferença aumentar 14/19. O cenário melhorou com a entrada de Mayany – no lugar de Mara - que imprimiu uma boa sequência no serviço e desestabilizou a recepção europeia. No embalo, cresceu o bloqueio e o ataque nacional. O placar mudou para 19/19 e, na sequência, Roberta, que entrou na inversão de 5x1, manteve o ritmo no saque, ajudando o time nacional a fechar o set em 25/20.

O saque e o bloqueio voltaram a fazer a diferença no quarto set em favor da Holanda, que abriu 18/12. O Brasil ainda ensaiou uma reação, diminuindo para 19/16, mas não conseguiu manter o ritmo para evitar o tie-break. No set desempate, José Roberto Guimarães apostou na manutenção de Mayane e Roberta em quadra. Após um equilíbrio nos pontos iniciais, o Brasil abriu 11/8, viu as anfitriãs ameaçarem, diminuindo a diferença para 11/10, mas conseguiu se equilibrar para fechar o set em 15/11 e a partida em 3 sets a 2. 

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