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Liverpool bate Flamengo e conquista Mundial de Clubes

Com gol do brasileiro Roberto Firmino, os Reds conquistaram pela primeira vez na história a competição

Único gol do jogo foi marcado por Roberto Firmino, na prorrogaçãoÚnico gol do jogo foi marcado por Roberto Firmino, na prorrogação - Foto: Giuseppe CACACE / AFP

Após um tempo regulamentar equilibrado e sem gols, o Liverpool (Inglaterra) conquistou o seu primeiro título do Mundial Interclubes ao vencer o Flamengo pelo placar de 1x0. Com um gol marcado pelo atacante brasileiro Roberto Firmino aos oito minutos da prorrogação, os ingleses conquistaram o título inédito. A final foi disputada no Estádio Khalifa em Doha, no Catar.

Em um grande jogo, com chances para os dois lados, os 'Reds' só conseguiram marcar aos nove minutos da prorrogação, quando Firmino recebeu na área, se livrou da marcação, e tocou para o fundo das redes do goleiro rubro-negro Diego Alves. Trinta e oito anos depois da final do Mundial Interclubes em Tóquio de 1981, o Liverpool deu o troco na equipe brasileira.

A partida foi bastante equilibrada e teve a equipe brasileira em 52% do tempo com a bola. Autor do gol do título, Roberto Firmino teve três oportunidades para fazer o gol, mas só guardou a bola nas redes na terceira chance.

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O Flamengo parecia repetir a história da final da Libertadores e da semifinal do Mundial, em que jogou muito mal no primeiro tempo e ficou atrás no placar. Mas a possibilidade de isso acontecer diante de um adversário como o Liverpool era muito mais preocupante.

Com seu time quase todo titular (sem o zagueiro Lovren e o volante Wijnaldum, que não estão entre os principais nomes do elenco), o Liverpool pressionava para recuperar a bola e tinha Keita como surpresa em trocas de passe próximas à área. Como já havia acontecido diante do Monterrey. E ainda haviam os lançamentos longos para a velocidade de Salah.

Aos poucos, o Flamengo equilibrou o jogo. A equipe brasileira percebeu ser possível jogar por trás dos volantes do adversários quando eles saíam para o ataque. E a pressão sobre a saída de bola fazia o Liverpool errar passes.

Embora não tenham criado nenhuma chance significativa para marcar, os comandados de Jorge Jesus terminaram o primeiro tempo com 58% de posse de bola e dobro de arremates ao gol em relação ao campeão europeu (6x3). O segundo tempo começou como fotocópia da etapa inicial: com o Liverpool criando duas oportunidades para abrir o placar antes dos cinco minutos. Para sorte do Flamengo, Roberto Firmino não estava em uma boa noite em Doha. Acertou a trave aos 2 e a bola correu toda a extensão do gol. Poderia ter entrado, mas saiu. Dois minutos mais tarde, foi a vez de Salah desperdiçar.

Mas outra vez, o time brasileiro equilibrou e poderia também ter marcado com Gabriel aos 7, Alisson espalmou para escanteio. O sistema de jogo de Jorge Jesus não deixava o Liverpool à vontade em campo. Não conseguia fazer inversões de jogo nem troca de passes em infiltrações pelo meio. E o mais importante: quando tinha a bola, o Flamengo atacava, buscava o gol tal qual seu técnico havia prometido.

Em um jogo extremamente tática entre dois dos melhores times do mundo, faltava polêmica e VAR. Este aconteceu nos acréscimos, quando o qatari Abdulrahman Al Jassim marcou pênalti de Rafinha em Mané em um lance que não pareceu falta e que aconteceu fora da área. Após consultar o árbitro de vídeo, ele voltou atrás.
Na prorrogação, o Liverpool continuou no mesmo ritmo. Pressão para roubar a bola e sair em velocidade. Muita velocidade. O Flamengo caiu de rendimento. Por pressentir isso, Jesus estava prestes a colocar Piris da Mota para reforçar a marcação quando veio o golpe fatal.

Aos oito minutos, ao interceptar uma jogada brasileira, Henderson acionou Mane, que viu Firmino entrando sozinho. Na terceira chance, ele não desperdiçou. A única alternativa do Flamengo era tentar partir para o abafa. Abriu espaço e os europeus tiveram chances para fazer outros gols. Tudo o que os mais de 10 mil torcedores rubro-negros presentes no Khalifa International Stadium, em Doha, rezavam era por uma chance para empatar e levar a disputa para os pênaltis.

Esta veio no penúltimo minuto da prorrogação e caiu nos pés do garoto Lincoln, que saiu do banco de reservas. Ele chutou por cima. Foi o momento em que o sonho flamenguista do segundo mundial acabou.

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