Balanço na Rede

José Neves Cabral

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Taça da Copa do Brasil 2018
Taça da Copa do Brasil 2018Foto: Rodrigo Rodrigues/CBF

Instalados em três competições, Náutico e Santa Cruz debutam nesta quarta-feira (31) na Copa do Brasil. Já o Sport estreia no dia 7 próximo contra o Santos, do Amapá. Mais carentes financeiramente que o Leão, o Timbu e a Cobra Coral deveriam prestar bem mais atenção neste torneio nacional, que este ano oferece um grande motivo para ser considerado prioridade: é a competição mais rentável financeiramente do continente sul-americano. Seu campeão poderá abocanhar ao final das várias etapas de classificação e o título a bagatela de R$ 68,7 milhões. Esse valor é quatro vezes maior, aproximadamente, do que o Corinthians recebeu pelo título brasileiro de 2017.

O aumento foi dado este ano e é considerável, pois, pelo título da Copa do Brasil do ano passado o Cruzeiro teve direito a cerca de R$ 13 milhões. Para se ter uma ideia do avanço da Copa do Brasil em premiação, o Lanús, campeão da Libertadores, recebeu cerca de R$ 24 milhões pelo título do torneio mais importante da América do Sul, quando se fala de futebol.

Ganhar a Copa do Brasil tornou-se uma tarefa mais difícil a partir de 2009, quando a Confederação Brasileira de Futebol alterou o regulamento, permitindo aos clubes brasileiros que forem eliminados da Libertadores a entrada no torneio. Mas o Sport já provou que é possível conquistá-la em 2008, quando superou numa sequência de mata-matas Palmeiras, Internacional, Vasco e Corinthians, todos adversários fortíssimos até conquistar o título.

Em torno de competições nacionais, o Bahia mesmo já provou sua força, ganhando o Brasileiro de 1988 em pleno Beira-Rio. Aqui no Nordeste já tivemos o Ceará, o Vitória e o próprio Sport vice-campeões desse torneio nesses quase 30 anos de existência da competição, que começou em 1989, exatamente o ano em que o Leão perdeu a decisão para o Grêmio num jogo de arbitragem duvidosa no Rio Grande do Sul.

Brigar por melhores posições em certames nacionais não deveria ser apenas um sonho para nossos clubes, mas sim um objetivo concreto a ser perseguido com afinco. Em 1967, o próprio Náutico foi vice da Taça Brasil numa memorável campanha em que deixou para trás até o Santos, de Pelé. Já o Santa, em 1975, ficou em quarto lugar no Brasileirão. Sonhar é bom. E lutar para realizar esse sonho melhor ainda.

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