Balanço na Rede

José Neves Cabral

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Torcedores do River Plate nas bilheterias do Estádio Monumental
Torcedores do River Plate nas bilheterias do Estádio MonumentalFoto: Juan Mabromata/AFP

River Plate x Boca Juniors tinha tudo para ser o jogo do ano no continente sul-americano, como a final da competição mais importante da América do Sul. As pedras arremessadas no ônibus do Boca, além do gás, provocaram baixas nos visitantes e levaram ao adiamento da decisão. A Commebol ainda estuda punição mais severa ao clube anfitrião, enquanto os bosteros exigem que a entidade lhes dê o título sem que seja realizada a segunda partida, na primeira houve empate por 2x2.

O caso expõe uma ferida que se alastrou no futebol e que vem se agravando. Exige, pois, uma reação severa daqueles que organizam o esporte mais popular do planeta. A meu ver, não seria injusto punir o River com a perda do título. A medida serviria como uma ação dura, mas educativa para os torcedores deste e de outros clubes. Suas atitudes fora do estádio podem causar estragos ao seu time dentro do gramado. Não é admissível que um grupo de jogadores seja agredido desta forma enquanto se encaminha para realizar uma partida de futebol. É preciso deixar claro para os torcedores que isso não é uma guerra, é apenas uma disputa esportiva.

Realizar a segunda partida sem que seja tomada uma atitude drástica e exemplar é abrir espaço para novas ações violentas. O futebol precisa dar um passo à frente e seus dirigentes têm a responsabilidade de deixar bem claro para os baderneiros que esse tipo de agressão é inaceitável e será punida exemplarmente. Além da perda do título, o River deveria ser afastado por alguns anos da competição continental para que seus torcedores aprendam a receber os adversários e a tratá-los em seu reduto com respeito devido.



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