Cleiton e Kleber, torcedores de Náutico e Sport
Cleiton e Kleber, torcedores de Náutico e SportFoto: Kleyvson Santos/Folha de Pernambuco

Há cinco anos Sport e Náutico não se enfrentavam em uma final de Campeonato Pernambucano. Rubro-negros e Alvirrubros voltaram ao centro das atenções neste ano e, como de praxe, o confronto estava na boca do povo nesta segunda-feira (15). Embora o placar a primeira partida, neste domingo (14), tenha sido magro, foi suficiente para tranquilidade ao elenco do Sport e atiçar a torcida.

“Achei um jogo muito fácil, o Sport perdeu muitas chances de gol. O jogo poderia ter sido uns 3x0, mas foi bom pela vitória. Além disso, a chegada do treinador Guto Ferreira ajudou demais, espero que mantenha essa pegada na Série B”, disse o ambulante Luiz Muller. “O jogo foi uma maravilha, foi como eu esperava. A gente já sabia que ia ser campeão. O Náutico sempre morre na praia”, provocou o também ambulante Leandro Alves.

Nesse cenário de euforia, há, contudo, quem lembre que só metade do caminho foi percorrida e pregue respeito ao adversário. “O jogo só termina com 180 minutos. Nos primeiros 90 minutos, fomos para os Aflitos, garantimos a vitória e conseguimos vantagem. Na Ilha do Retiro terão mais ou menos 30 mil pessoas e será muito difícil eles virarem esse resultado”, disse o comerciante Kleber Duarte.

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Resenha que se preze, tem que ter análise de escalação. Cunhado e colega de trabalho de Kleber, Cleiton Cavalcanti é alvirrubro e, para ele, a formação titular do Náutico foi o que prejudicou a equipe. “Os dois times se respeitaram e fizeram uma partida muito equilibrada. Para mim, Márcio Goiano errou quando entrou com Robinho e Odilávio. Além disso, achei a equipe muito recuada, esperando um erro do Sport. E, como a marcação deles estava muito segura, não conseguimos armar as jogadas. Por isso eu queria ter visto Maylson e Wallace Pernambucano mais cedo no jogo. O meio-campo ia nos dar mais segurança e qualidade. Já o centroavante era fundamental pela sua experiência e faro de gol. Mas, não está nada perdido eu ainda confio na vitória do Timbu”, disse Cleiton, que não jogou a tolha na esperança pelo bicampeonato.

A arbitragem da partida também foi assunto para comentários, até pelo fato de o único gol ter saído em um lance irregular (o lateral-esquerdo Sander estava em impedimento). “Eu não entro nessa de ficar dizendo que a arbitragem puxa para o Sport. O juiz foi definido em acordo entre os dois times. O Sport não tem nada a ver com esse erro. Porém, se tivéssemos o Árbitro de Vídeo (VAR) aquele lance seria corrigido. Nós estamos atrasados”, disse o torcedor alvirrubro Williams Miranda.

A partida decisiva da final acontece neste domingo, na Ilha do Retiro, às 16h. Em caso de vitória alvirrubra, será a primeira vez em mais de 50 anos que o Timbu vencerá o Leão em uma decisão do Estadual. A última foi na conquista do hexacampeonato em 1968. Pelo lado do Sport também há uma busca por um tabu que incomoda. Já são nove anos sem conquistar um título na Ilha. A última vez foi exatamente contra o Náutico, pelo Campeonato Pernambucano de 2010.

Cleiton e Kleber, torcedores de Náutico e Sport
Cleiton e Kleber, torcedores de Náutico e SportFoto: Kleyvson Santos/Folha de Pernambuco
Leandro Alves, ambulante, torcedor do Sport
Leandro Alves, ambulante, torcedor do SportFoto: Kleyvson Santos/Folha de Pernambuco
José Rubens Falcão, torcedor do Náutico
José Rubens Falcão, torcedor do NáuticoFoto: Kleyvson Santos/Folha de Pernambuco

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