Carro da McLaren para a temporada 2019 da F-1
Carro da McLaren para a temporada 2019 da F-1Foto: Divulgação

A McLaren segue sem usar o combustível e lubrificantes da Petrobras, diferentemente do que fora anunciado no início da parceria, mas o CEO do time inglês, Zak Brown, se mostra confiante de que o cenário vai se alterar ainda no decorrer desta temporada. E recebeu com surpresa as especulações de que a empresa brasileira teria a intenção de retirar o investimento do time.

"É a primeira vez que ouço falar nisso", disse Brown à reportagem, quando questionado sobre o pedido vindo do governo Bolsonaro para rever o contrato com a McLaren. A parceria foi fechada no final de 2017 e previa a presença da marca Petrobras no carro do time em 2018, além do uso de combustível e lubrificantes brasileiros a partir deste ano.

Até o momento, contudo, Brown confirmou que apenas o óleo de transmissão da Petrobras está sendo utilizado, desde o GP de Abu Dhabi, último da temporada passada. O dirigente está confiante de que, ainda em 2019, o uso dos produtos será expandido. "O desenvolvimento está indo bem, então acreditamos que poderemos usar o restante dos produtos ao longo deste ano."

Na parte técnica, a Petrobras já passou por diversos - e caros - testes da federação para fornecer o combustível, que ainda está em fase de desenvolvimento. Trata-se de um diferencial importante para as equipes atualmente, uma vez que o combustível tem função primordial na termoeficiência das unidades de potência da categoria, que é o principal foco de desenvolvimento no momento.

Não por acaso, equipes como Mercedes e Ferrari têm parcerias longas com suas fornecedoras - Petronas e Shell, respectivamente. E a Shell, inclusive, divulgou recentemente que 21% da melhora do motor ferrarista para este ano vinha do desenvolvimento de novos lubrificantes.

Até por conta dessa importância, as constantes afirmações dos chefes da McLaren de que o combustível será adotado ao longo do ano são recebidas com ceticismo, pois seria um risco para o desempenho do carro e também faria com que os ingleses usassem um combustível diferente do utilizado pela Renault, que lhe fornece os motores.

Já do lado econômico, o contrato foi colocado sob avaliação quando o presidente Jair Bolsonaro assumiu o governo, mas o rompimento do acordo se mostrou mais complicado do que o previsto e é algo que será colocado em pauta novamente quando for discutido o orçamento para o ano que vem.

Na McLaren, contudo, a expectativa é de continuidade da parceria, que traria mais de R$ 50 milhões por ano ao time. "Temos um contrato a longo prazo com a Petrobras, eles são grandes parceiros nossos, e acho que vamos ter um longo futuro juntos", declarou Brown.

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