River x Boca é o maior clássico argentino
River x Boca é o maior clássico argentinoFoto: Divulgação

O maior clássico da Argentina no principal torneio da América do Sul. Só essa frase já é atrativo suficiente para “vender” o jogo entre River Plate e Boca Juniors, hoje, às 21h30, no Monumental de Nuñez, pelo duelo de ida da semifinal da Libertadores. A todo, dez títulos do torneio em campo, sendo o River o atual campeão ao derrotar justamente o Boca na decisão de 2018. Os Xeneizes querem a revanche. Os Millonarios buscam manter a recente vantagem diante do rival. O confronto da volta será dia 22 de outubro, no estádio La Bombonera.

Sem perder do Boca Juniors há cinco jogos, o River Plate terá um Monumental abarrotado de torcedores. Após aumentar a capacidade do estádio, passando de 66.266 para 70.074 espectadores, o clube vendeu todos os ingressos para o clássico. De acordo com jornal argentino “Olé”, estima-se que a renda gire em torno de 2 milhões de dólares (cerca de R$ 8,3 milhões). O valor é quase o dobro da maior renda do Flamengo/RJ na Libertadores, alcançada no Maracanã, nas quartas de final, contra o Internacional/RS. Ao todo, 60.797 pagantes geraram a quantia de aproximadamente R$ 4,8 milhões no triunfo do Rubro-negro por 2x0. É bom lembrar que a partida entre os argentinos terá torcida única dos mandantes, modelo adotado no país.

Na edição passada da Libertadores, o duelo de ida da final foi em La Bombonera, com empate em 2x2. A segunda partida deveria ter acontecido no Monumental. O confronto, porém, precisou ter o local alterado por conta de atos de vandalismo dos torcedores do time casa, após o ônibus do Boca ser apedrejado. Ao tentar intervir, a polícia de Buenos Aires atirou gás de pimenta na multidão, atingindo os jogadores e a comissão técnica do clube visitante. A Conmebol resolveu tirar a partida da Argentina e colocar na Espanha, no Santiago Bernabéu, lar do Real Madrid. O River venceu por 3x1 e levou a taça.

No lado do Boca, a dúvida do técnico Gustavo Alfaro está no setor ofensivo. Reynoso e Zárate disputam uma vaga no meio-campo, enquanto os atacantes Soldano e Villa lutam por um espaço no ataque. No River, os meias Leo Ponzio e Juan Fernando Quintero estão fora por lesão. Os Millonarios não perdem para o rival em casa, no tempo normal, desde 1991. Quem passar do confronto encara Flamengo ou Grêmio/RS, que abrem a outra semifinal amanhã à noite.

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