Brasil encara a Venezuela nos Aflitos
Brasil encara a Venezuela nos AflitosFoto: Paullo Allmeida/Folha de Pernambuco

O tradicional vermelho do estádio dos Aflitos será tomado pelo verde e amarelo na noite de hoje. Às 21h30, a casa do Náutico receberá o amistoso entre a Seleção Brasileira sub-23 e a Venezuela, confronto que serve de preparação para o Pré-Olímpico que será disputado em janeiro do ano que vem, na Colômbia. O Brasil ainda terá outro desafio no estado, na segunda, diante do Japão, às 16h, na Arena de Pernambuco.

Essa será a oitava vez que a Seleção Olímpica joga em Pernambuco, mas a primeira nos Aflitos. Nas outras ocasiões, a Canarinho atuou no Arruda, em sete oportunidades, e uma vez na Ilha do Retiro, a mais recente, em 2015, perante os Estados Unidos. Time que tinha na época nomes como Ederson (Manchester City), Rodrigo Caio (Flamengo), Luan (Grêmio), Gabriel Jesus (Manchester City) e Gabigol (Flamengo). O técnico era Rogério Micale, campeão olímpico no ano seguinte.

Embora seja o atual campeão, com o ouro dos Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro, o Brasil não ganhou classificação automática ao torneio, como acontecia em edições anteriores. Para conquistar diretamente uma das vagas na Olimpíada de Tóquio-2020, os brasileiros precisam chegar à final. Caso termine na terceira posição, será preciso passar por uma repescagem.

A seleção sub-23 é comandada pelo técnico André Jardine. Para os amistosos, o treinador sofreu uma baixa importante: o atacante Malcom, ex-Barcelona e atualmente no Zenit/RUS, foi cortado por conta de uma lesão na coxa esquerda. Bruno Tabata, do Portimorense, foi chamado para a vaga. O Brasil vem de dois resultados positivos na preparação para o Pré-Olímpico, derrotando a Colômbia por 2x0 e o Chile por 3x1, ambos os jogos no Pacaembu.

Os nomes mais badalados do elenco verde-amarelo são Rodrygo (Real Madrid), Pedro (Fiorentina) e Bruno Guimarães, campeão da Copa do Brasil pelo Athletico/PR. O trio, porém, ficará como opção no banco de reservas. Jardine optou por manter a base que atuou nos últimos amistosos, com destaque para o atacante Matheus Cunha, do RB Leipzig/ALE.

“Tenho uma admiração pelo futebol dele. A cada convocação, eu tenho mais contato e consigo entender a cabeça do jogador. Ele tem muito potencial, já é uma realidade, com margem de crescimento para atingir um alto nível e atuar na seleção principal”, apontou o treinador.

Natural de João Pessoa/PB, Matheus Cunha ganhou notoriedade recentemente ao disputar o prêmio Puskas, que congratula o gol mais bonito da temporada. Hoje atuando na Alemanha, o atleta jogou pelo CT Barão, time de futsal do Recife, antes de assinar com o Coritiba e pular para o campo. “Primeira vez que vou jogar próximo da minha família. O torcedor pernambucano também é muito caloroso com a seleção e espero que a gente consiga dar alegria a todos”, afirmou o atacante.

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