Primeira edição da Conferência de Futebol do Nordeste acontece no Recife
Primeira edição da Conferência de Futebol do Nordeste acontece no RecifeFoto: Renan Marques/ Confut Nordeste

A primeira edição da Conferência de Futebol do Nordeste, realizada no JCPM Trade Center, deu o pontapé inicial na manhã desta quinta-feira. Com mais de 40 dirigentes e especialistas de renome na área do futebol, majoritariamente nordestinos, o evento fará uma série de debates no resto de hoje e nesta sexta sobre a profissionalização e desenvolvimento na gestão esportiva.

Marcelo Sant’Anna, ex-presidente do Bahia, abriu as palestras contando suas experiências e a filosofia implantada para recuperar o tricolor baiano nos aspectos econômico, esportivo e social. Logo depois, ele se juntou a Marcelo Paz, presidente do Fortaleza; Ricardo Gluck, presidente do Paysandu; Pedro Henriques, diretor executivo do Bahia; e Diógenes Braga, vice-presidente do Náutico, para discutir o panorama atual dos clubes nordestinos e de qual forma a mentalidade moderna de gestão pode impactar dentro e fora de campo.

Diógenes elogiou o painel e destacou a baixa visibilidade dos trabalhos desenvolvidos fora dos gramado. “É muito interessante abrir o debate falando sobre gestão. Normalmente, como falei na minha participação, só falam o que se resume nas quatro linhas. Mas a ponta do iceberg só está fora por conta da base. Gestão não se resume pagar os salários. Trabalhar a filosofia, segurança dos funcionários e atletas, condição de trabalho, perfil do elenco, categoria de base. Tudo isso cria uma mentalidade interna e se reflete dentro de campo”, disse.

O Nordeste tem casos de sucesso no âmbito da gestão profissional do futebol nos anos. Ceará, Bahia e Fortaleza enfrentaram duras crises há poucos anos, mas instalaram modelos que desenvolveram reestruturação financeira e recuperaram a confiança da torcida. Em processo semelhante, o presidente Edno Melo implementou características que resultaram no retorno dos Aflitos e no acesso da Série C. Para o vice do executivo, não desistir das próprias ideias foi essencial para atingir os objetivos. “Creio que foi uma consolidação de tudo o que foi implantado desde o início da gestão. A gente teve todo um plantio de filosofias que acreditávamos, e continuamos sendo fiéis. Houve, ao longo desse ano, uma manutenção dessas filosofias. E todos os incluídos no processo, incluindo os atletas, entenderam muito bem isso.”

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