Corpo de Rafael Beiton foi velado e sepultado no Cemitério de Santo Amaro
Corpo de Rafael Beiton foi velado e sepultado no Cemitério de Santo AmaroFoto: Arthur Mota/Folha de Pernambuco

O corpo de Rafael Beiton, de 31 anos, foi velado e sepultado, na tarde desta quarta-feira (13), no Cemitério de Santo Amaro, área central do Recife. Sob a chuva que caiu durante o dia na capital pernambucana, amigos e familiares do lutador de kickboxing compareceram ao local para prestar homenagens, em clima de muita comoção. Natural de São Paulo, mas residente no Recife, Rafael morreu em decorrência de traumatismo cranioencefálico, após participar do torneio Ichiban, realizado no último final de semana, em Mogi das Cruzes/SP.

Leia também:
Lutador morre após evento de kickboxing em São Paulo


Praticante da arte marcial desde 1996 e atleta de kickboxing há 12 anos, Marcos Vinícius era amigo de Beiton. Assim como todos os presentes ao adeus do lutador, não poupou elogios ao companheiro de profissão. “Ele era uma pessoa maravilhosa, pai de família, um cara honrado. Um exemplo para todos nós. Apesar de ter tido uma vida difícil no início da sua caminhada no esporte, eu nunca o via reclamando de nada. Perdemos uma pessoa de bem”, declarou o treinador de MMA.

Empolgado com a visibilidade que poderia ter, caso fosse campeão em São Paulo, Rafael tinha uma vida social ativa na capital pernambucana. Além de lutador, ele dava aulas em academias e comandava projetos sociais, onde eram captados talentos em comunidades, no intuito de aproximar crianças e adolescentes do esporte. “Rafael sempre nos ajudou muito, era e pra sempre será querido por todos que foram treinados por ele. Esteve sempre nos incentivando a buscarmos o melhor. Dizia sempre para cuidarmos do corpo, pois é a nossa fonte de trabalho. Sempre foi muito responsável “, falou Brenda Arcanjo, de 27 anos.

Aos 31 anos, Rafael deixou três filhos (uma menina e dois meninos). Advogada, Brenda está tentando ajudar a família para que de alguma forma as crianças recebam algum tipo de apoio da Confederação Brasileira de Kickboxing (CBKB). Beiton participava de uma competição da entidade, quando passou mal e foi socorrido.

“Queremos saber se foi uma fatalidade ou se há responsáveis no ocorrido. Somente um médico poderia dizer se ele tinha condição de competir. Entretanto, não é um atleta que faleceu, mas sim uma família que foi dissolvida. Se houve culpados, queremos que os filhos sejam amparados de alguma forma. Ele era o sustento da casa. As crianças são pequenas e precisam de um acompanhamento.”

veja também

comentários

comece o dia bem informado: