Pentatetla pernambucano, Felipe Nascimento
Pentatetla pernambucano, Felipe NascimentoFoto: Arthur de Souza/Folha de Pernambuco

Os pernambucanos Priscila Oliveira, de 30 anos, e Felipe Nascimento, de 25, serão os únicos representantes do Brasil na Copa Ibero-Americana de Pentatlo Moderno, que acontece neste final de semana, em Barcelona, na Espanha. Eles viajaram para o evento ontem. Será a primeira disputa de ambos fora do País em 2019. Para Priscila, a primeira competição do ano. Felipe ainda chegou a disputar a Copa Rio, no Rio de Janeiro, quando conquistou a medalha de bronze. Priscila estava se recuperando de um procedimento cirúrgico na época.

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Classificados para representar o Brasil também nos Jogos Pan-Americanos de Lima, no Peru, entre os dias 26 de julho e 11 de agosto, eles, ao que tudo indica, participarão apenas dessa competição internacional antes do Pan. Uma situação que coloca em risco suas preparações justamente antes de um evento que pode valer a classificação para os Jogos Olímpicos de Tóquio-2020. Os dois sul-americanos melhores colocados no Pan, independente da posição, estarão garantidos.

A Confederação Brasileira de Pentatlo Moderno (CBPM), que antes custeava as despesas dos atletas com índice internacional em alguns eventos, a exemplo principalmente de etapas da Copa do Mundo, Sul-Americano e Mundial da modalidade, fechou completamente as torneiras neste ano. Nem mesmo os atletas com índice, como é o caso de Felipe, estão recebendo ajuda para competir.

Para ir à Espanha, Priscila e Felipe estão bancando tudo do próprio bolso. Nesse cenário, participar de eventos fora do País, onde o nível técnico é mais alto e, consequentemente dá mais bagagem, ficou muito difícil. Além de Felipe e Priscila, outros três atletas estão classificados para o Pan de Lima - os cariocas Danilo Fagundes, 31, Ieda Guimarães, 18, e Isabela Abreu, 23. Os brasileiros, contudo, ficam para trás por não terem condições de fazer uma preparação mais robusta.

Os pernambucanos planejam disputar ao menos uma das cinco etapas do Circuito da Copa do Mundo, que vai passar por Egito, Bulgária, Hungria, República Tcheca e Japão. Mas não têm como bater o martelo porque a participação depende de recursos próprios - as passagens eles ainda podem conseguir junto à Secretaria Executiva de Esportes do Estado, pelo programa Passaporte Esportivo.

“Estou atrás de patrocínio para tentar fazer competições internacionais antes do Pan. Se não conseguir, vou fazer o que dá, treinar por aqui mesmo, fazer uma competição nacional em junho e ir pro Pan. Triste, mas é a realidade”, lamenta Priscila, segunda colocada do ranking nacional. Atualmente, ela não tem um patrocinador fixo, conta somente com a Bolsa Atleta Federal, atrasada há cerca de três meses, e o Time Pernambuco, que não tem data fixa para cair na conta por depender da Secretaria da Fazenda.

Após oito anos como terceiro sargento do Exército, o vínculo de Priscila expirou e ela não tem mais o apoio das Forças Armadas, que ajudam a muitos esportistas nacionais. Um dos beneficiados é o próprio Felipe, que pôde fazer um treinamento com pentatletas húngaros organizado pelo Centro de Capacitação Física do Exército (CCFEx). “O camp trainig ajudou bastante para aumentar a qualidade do meu treino de esgrima”, diz ele, que recebe os mesmos suportes que Priscila, além do programa das Forças Armadas. A reportagem tentou contato com a assessoria de imprensa da CBPM, mas, até o fechamento desta edição, não obteve êxito.

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