Seleção brasileira de vôlei masculino
Seleção brasileira de vôlei masculinoFoto: DVV/Sebastian Wells

O Campeonato Mundial de Vôlei masculino começou oficialmente no último domingo (9), com as estreias dos anfitriões Itália e Bulgária. Porém, é a partir desta quarta-feira (12) que a programação começa para valer. São 10 jogos programados, entre eles o primeiro duelo da seleção brasileira, que encara o Egito a partir das 14h30, pelo Grupo B, sediado em Ruse, na Bulgária.

O adversário não poderia ser melhor para uma estreia, sempre cercada por alguma ansiedade. O Egito é, teoricamente, a equipe mais fraca da chave, que tem ainda China, Canadá, Holanda e a poderosa França. A partida terá transmissão do Sportv 2, rede que passará também os duelos França x China, a partir das 8h, no mesmo canal, e Austrália x Rússia, às 12h, no Sportv 3.

Realizado a cada quatro anos, o Mundial é o ápice entre as competições da modalidade. O Brasil ostenta um tricampeonato em sequência, nas edições de 2002, 2006 e 2010. Já em 2014 foi derrotado na final pela Polônia, que sediava o evento naquele ano. Agora sob o comando de Renan Dal Zotto, a equipe tenta ir tão longe quanto na Era Bernardinho. A seleção vive, há alguns anos, um processo de renovação um tanto truncado. À medida em que surgem novos rostos, surgem também lesões que dificultam uma continuidade no trabalho.

No Mundial, por exemplo, a equipe não terá dois dos seus principais ponteiros na atualidade, Ricardo Lucarelli e Maurício Borges. O primeiro está retornando aos treinos após cirurgia no tendão de Aquiles direito e disse não se sentir ainda preparado para um Mundial. Já Maurício Borges está em reabilitação após cirurgia no joelho direito, lesionado na reta final da Liga das Nações. Com isso, o homem de segurança na entrada da rede brasileira é o veterano Lipe, às turras com uma tendinite no cotovelo direito que vai e vem. Os demais são jovens que não tiveram tanto tempo em quadra ou que não mostraram tanto poder de decisão em grandes torneios, como Kadu, Lucas Lóh e o oscilante Douglas Souza.

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Embora continue candidato ao pódio, sobretudo pelo histórico vitorioso e pelos talentos que tem, é fato que o Brasil não entra no Mundial com a mesma força de edições passadas. Há elencos mais sólidos, como a própria França, além de Estados Unidos, Polônia, Rússia, Itália e Sérvia. Na única grande competição disputada até o momento em 2018, a Liga das Nações, a seleção teve um início amador, porém um encerramento preocupante. Nos últimos oito jogos do evento, foram seis derrotas, quatro delas por 3x0, algo que não acontecia há alguns anos. Mais que isso, a postura da equipe em quadra chamou atenção. Contra França e Estados Unidos, na semifinal e disputa do bronze, por exemplo, a seleção fez sets equilibrados, com troca de pontos, mas quedas de rendimento bruscas nos finais das parciais. Verdadeiros apagões.

A diferença da Liga das Nações para o Mundial é que o técnico Renan Dal Zotto teve, agora, mais tempo para trabalhar o elenco. Foi mais de um mês de treinos específicos, além de amistosos no intuito de testar jogadores, formações e melhorar o entrosamento do grupo, que conta com os levantadores Bruninho e William; os opostos Wallace e Evandro; os centrais Lucão, Maurício Souza, Éder e Isac; os líberos Thales e Maique; além dos já citados ponteiros Lipe, Lucas Lóh, Douglas e Kadu.

   Formato

Nesta primeira fase do Mundial, as 24 equipes estão divididas em quatro grupos de seis equipes. As quatro melhores campanhas de cada grupo avançarão à fase seguinte. O Brasil não deve ter problemas para seguir adiante, pois pode ser considerado a segunda força do Grupo B, atrás da França. Serão, então, formados outros quatro grupos, dos quais se classificarão os líderes e os dois melhores segundos colocados. Esses comporão duas novas chaves na terceira fase, na qual serão definidos os semifinalistas.

  Jogos do Brasil no Mundial

1ª fase
12/09 (quarta-feira) - Brasil x Egito (14h30)
13/09 (quinta-feira) - Brasil x França (14h30)
15/09 (sábado) - Holanda x Brasil (14h30)
17/09 (domingo) - Brasil x Canadá (14h30)
18/09 (terça-feira) - China x Brasil (11h)

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