Mais experiente, Ian Gouveia sonha com título em Noronha

Aos 26 anos, o pernambucano busca uma boa campanha no QS 2019 para retornar ao Circuito Mundial no ano que vem

Ian Gouveia, surfista pernambucanoIan Gouveia, surfista pernambucano - Foto: Clemente Coutinho/Divulgação

A temporada 2019 é de recuperação para oa, surfista pernambucano Ian Gouveia que participou das últimas duas edições do Championship Tour (CT), divisão de elite do surfe mundial, mas neste ano volta a correr as etapas do Qualifying Series (QS), divisão de acesso, tentando se classificar para o CT de 2020. E, nada melhor do que começar realizando um sonho: vencer o tradicional Oi Hang Loose Pro Contest, etapa QS 6000 que tem começa nesta terça-feira (19), em Fernando de Noronha, e segue até o domingo (24).

Ian esteve em todas as edições do evento realizadas na Ilha, que não entrava no circuito de surfe desde 2012. No entanto, a maioria das suas participações foi na areia, assistindo ao pai, o paraibano Fábio Gouveia, primeiro brasileiro a vencer o Hang Loose Pro, em 1990, em edição realizada no Guarujá (SP). Em casa, Ian, de 26 anos, não esconde a vontade de ganhar o evento, não só pela história do pai ou pelos seis mil pontos que valem muito no ranking do QS. O Hang Loose Pro em Noronha é um dos campeonato mais tradicionais do Brasil e, sem dúvidas, o mais desejado em termos de ondas tubulares.

“Vai ser muito irado começar a temporada surfando em Noronha. Realmente é um campeonato de tradição e um dos melhores que a gente tem no calendário, tanto no QS, quanto no CT. Todo mundo quer ir. Lugar paradisíaco, de altas ondas e, com certeza, está todo mundo com saudades de competir lá”, elogia o surfista.

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Especialista em tubos, ganhou grande bagagem justamente nas ondas locais. “Fui em todas as edições do Hang Loose em Noronha. Meu pai sempre me levou para lá quando ia competir. Morava no Recife, era pertinho, e mesmo quando fui morar em Floripa, continuei indo para lá. O meu primeiro QS da vida foi em Noronha”, conta.
Outra grande recordação foi em sua segunda participação no QS, em 2009, sendo o quinto colocado, então com apenas 16 anos de idade. “Foi muito especial, um evento que rolaram altas ondas, consegui fazer boas baterias e acabei perdendo nas quartas para o Bruno Santos, que acabou campeão da etapa”, lembra.

Agora, dez anos depois, o cenário é totalmente diferente, com muito mais vivência, incluindo as duas passagens no CT. Mas o sonho de vencer é o mesmo. “Em 2009 eu estava começando no Circuito, era só um moleque sem experiência, que gostava de me divertir e pegar ondas”, argumenta. “Com certeza, sonho em vencer esse evento, principalmente sendo em Noronha. Meu pai já venceu o Hang Loose Pro Contest antes mesmo de eu nascer e repetir esse mesmo feito, ainda mais em Noronha, seria algo especial, que sempre passou pela minha cabeça”, revela Ian Gouveia, eliminando qualquer pressão, em competir o evento de seu patrocinador. “Isso até me motiva.”

Elite
Ian destaca que o foco nessa temporada é retornar ao CT e vem se preparando para as principais etapas. Uma delas, sem dúvida, é a de Noronha. “Se a gente der sorte de pegar Cacimba do jeito, pode se dizer que será um dos melhores campeonatos do ano. Realmente ali a qualidade da onda é internacional e é top 3 das melhores ondas do Circuito”, fala.

Em uma autoavaliação de suas performances em 2018, o que ele leva é o aprendizado. “Foi um ano muito difícil para mim em termos de resultados. Mas levo um ano muito bom em experiência. Agora, com certeza, se eu retornar à elite, será totalmente diferente e acredito que para melhor”, completa o atleta que hoje mora em Maresias, no litoral norte de São Paulo, onde reside também o bicampeão mundial de surfe Gabriel Medina.

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