Futebol

Martelotte avalia parceria com Zé Teodoro e analisa Série D: "temos condições de subir"

Treinador citou que competição tem "mercado específico" e acredita que Santa tem capacidade de qualificar ainda mais o grupo

Marcelo Martelotte, técnico do Santa CruzMarcelo Martelotte, técnico do Santa Cruz - Foto: Alexandre Aroeira/Folha de Pernambuco

Técnicos vencedores em passagens recentes pelo Santa Cruz, Marcelo Martelotte e Zé Teodoro chegam ao clube em 2022 para fazer do passado um espelho para o futuro. O primeiro assume o comando da equipe, enquanto o segundo vem para aturar em uma nova função, a de coordenador. Juntos, esperam que a parceria seja suficiente para ajudar não somente na luta pelo acesso à Série C como também para diminuir a pressão nos bastidores após a relação de atletas e Tricolor ficar estremecida por conta dos atrasos salariais. 

 “Futebol é resultado. A nossa história é bonita, traz uma relação diferente com o clube, mas seremos cobrados pelo que vai acontecer daqui para frente. Conheço Zé há bastante tempo. Jogamos juntos no Bragantino. É um momento, por conta de toda a dificuldade, de unir pessoas que conhecem o clube, o futebol, que possuem credibilidade”, explicou o técnico.

“Também faço um apelo aos tricolores que estão afastados do clube que se juntem a nós, trazendo todo mundo. É fácil criticar um clube na quarta divisão. O mais difícil é ajudar. Sei que cada vez que venho para cá, a responsabilidade é grande. Agora está duplicada. O torcedor não vai pensar no que a gente conquistou lá atrás, mas pode lembrar-se de como a gente fez e pode fazer novamente”, completou.



Quinto colocado do Grupo 4 da Série D, com quatro pontos, o Santa Cruz ainda vive a fase inicial do caminho em busca do acesso. Na visão de Martelotte, há potencial para a equipe crescer no torneio, principalmente pelo equilíbrio entre os integrantes da Série D. 

“A competição é nivelada, decidida em detalhes. E não é nem pelo poderio econômico das equipes, mas sim por ser um mercado específico. O Red Bull, antes de assumir o Bragantino, jogou a Série D e, mesmo com dinheiro e estrutura, não conseguiu sair dela. Não é só a questão financeira que vai resolver ou ter o melhor time tecnicamente. Vejo que temos condições sim (de subir). Somos uma camisa pesada, com um grupo que já mostrou isso até no Pernambucano, jogando de igual para igual com Sport e Náutico, equipes duas divisões acima da nossa. Isso comprova que temos capacidade. Ainda estamos distantes do máximo, mas podemos qualificar o grupo para o peso de a camisa refletir dentro de campo. Vamos usar o tamanho do clube e colocar a qualidade do nosso elenco em campo”, declarou.

 

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