Martelotte pensa em alternativas táticas para o Santa Cruz

O comandante coral gosta do esquema 4-2-3-1, mas não descarta mudar forma de jogar para dificultar os adversários

Martelotte comandando o treino no Arruda Martelotte comandando o treino no Arruda  - Foto: Ed Machado/Folha de Pernambuco

A falta de variação tática era notória quando Givanildo Oliveira estava no comando do Santa Cruz. A insistência do técnico, demitido no último sábado após a derrota para o CRB/AL, no mesmo esquema (4-2-3-1) tirou a paciência da torcida. Com a chegada de Marcelo Martelotte, que foi apresentado ontem, há a possibilidade de uma mudança na formação. A essa altura do campeonato, uma nova forma de distribuição dos jogadores dentro de campo pode dificultar a vida dos adversários, além de alterar a estrutura do time.

Ainda analisando o elenco que tem em mãos, o novo treinador cogita criar alternativas diferentes para dar uma “chacoalhada” na equipe. No entanto, ele tem o sistema tático 4-2-3-1 como preferido: uma linha de quatro na defesa, dois volantes, um deles chegando mais à frente, um meia central na armação, dois pontas abertos indo e voltando com velocidade, e uma referência no ataque.

“Penso em mudanças no sentido de posicionamento de alguns jogadores dentro das possibilidades que temos. Tenho essa flexibilidade de entender que se a maneira que eu mais gosto de jogar, que teve sucesso no ano passado, não está funcionando, tenho que fazer algo diferente. Acho que, hoje, temos que criar novas formas (de atuar). Precisamos mudar a ideia de jogo”, afirmou.

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Parado desde o final de setembro do ano passado, quando foi demitido do Paraná Clube/PR durante o Brasileiro da Segunda Divisão, Martelotte teve um tempo médio de inatividade, mas estava ligado no futebol. Segundo ele, vinha até acompanhando os jogos do Santa na temporada.

“Eu vi muitas atuações do time este ano. Observei que já existe uma tendência tática que não variou muito durante a temporada. Penso em trabalhar algumas situações de jogo, mas vou usar essa primeira semana para conhecer melhor as características dos jogadores”, comentou.

Satisfeito por ter ganho 11 dias para trabalhar, o comandante começa a analisar com cautela as opções que têm à disposição no grupo. Suas primeiras impressões foram positivas: “Jogadores capacitados, experientes e um time que não deveria estar na zona de rebaixamento”, ressaltou.

Para avaliar os atletas com paciência e tirar conclusões, um jogo-treino está marcado para o sábado (2), contra a Cabense, às 8h30, no estádio Arruda. Até a partida diante do ABC/RN, no dia 9 de setembro, na Arena das Dunas, pela 23ª rodada, o Santa Cruz tem nove dias para treinar. A folga na tabela veio em boa hora. O intervalo foi fundamental para o clube mudar o treinador, que pode aproveitar o “tempo livre” para colocar a equipe nos trilhos e evoluir o mais rápido possível.

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