Maylson retorna ao Náutico buscando recomeço na carreira

Volante, que não joga desde fevereiro do ano passado, chega para sua segunda passagem pelo clube

Maylson, novo reforço do NáuticoMaylson, novo reforço do Náutico - Foto: Kleyvson Santos/Folha de Pernambuco

No modelo dos negócios no futebol, são os clubes que iniciam as conversas para fechar a transferência de um atleta. Regra essa que foi invertida na vinda do meia Maylson para o Náutico. Foi ele quem primeiro procurou a diretoria do clube se oferecendo para retornar, após uma primeira passagem há dois anos. Com o aval da comissão técnica e acordo firmando referente a um débito antigo, os dois lados puderam ter o que buscavam. Para os dirigentes, o investimento em uma peça experiente para 2019. Para o jogador, a chance de retomar a carreira após quase um ano sem entrar em campo.

Maylson nos procurou e pediu para voltar. A saída dele (2017) foi por conta de um momento conturbado do Náutico devido uma dificuldade financeira na época”, explicou o gerente de futebol, Ítalo Rodrigues. “É importante frisar a reação de Marcio Goiano (técnico). Quando falamos da possibilidade, ele disse que poderíamos avançar. Ele tentou levar o atleta para outros clubes e não conseguiu. A vinda aconteceu pela vontade do jogador, carinho da torcida e convicção do treinador”, completou o vice-presidente, Diógenes Braga.

Para entender o cenário é preciso retroceder no tempo. Maylson foi contratado pelo Náutico em maio de 2016 para a disputa da Série B. Intercalou momentos como titular e reserva, participando de 15 jogos e marcando cinco gols. Logo no início de 2017, o atleta se envolveu em uma polêmica com Wilton Bezerra, na época auxiliar-técnico de Dado Cavalcanti, ex-técnico alvirrubro. O jogador atirou um prato no profissional e foi afastado do elenco.

“Conversei com Dado sobre o episódio e pedi desculpas a ele e a Fred (preparador físico). Com o auxiliar dele não me dei bem. Não queria ter saído da forma que saí, mas estou de volta para buscar meu espaço”, disse.

Após a saída de Dado e a chegada de Milton Cruz, Maylson foi reintegrado. O retorno durou pouco. Em junho, ele pediu dispensa por conta dos atrasos salariais do clube. Foi a partir daí que a carreira do atleta declinou. Em um ano e meio, disputou apenas quatro jogos. O último foi em fevereiro do ano passado.

“Quando saí, eu fui para o Red Bull/SP. Mas só faltava uma rodada para o fim da primeira fase da Série D. Perdemos o jogo que valia a classificação. Como eu já tinha jogado pelo Náutico, eu não poderia atuar por mais equipes. Optei por ficar no clube e comecei jogando no Paulistão em 2018. Depois fiquei no banco por opção do treinador. Tive dificuldades em me empregar em outro lugar. Fui para o Londrina, mas eles estavam disputando o acesso e o elenco era grande. Não tive oportunidade de jogar”, lamentou. “Meu pensamento agora é de conseguir um recomeço aqui. Recebi algumas mensagens da torcida e fiquei feliz. O Náutico é um clube que gosto muito e deve a direção essa chance recebida. Quero corresponder dentro de campo e sair daqui com um título ou acesso”, indicou.

De acordo com os dirigentes, o retorno só foi possível por conta da “humildade e desprendimento” de Maylson, que tinha um débito antigo com o Náutico. Com o acerto feito, o jogador iniciou os treinamentos. Mas para o jogo contra o Fortaleza, dia 15 de janeiro, nos Aflitos, na estreia da Copa do Nordeste, o volante dificilmente deve entrar em campo. “Não estou 100% fisicamente, mas vou me dedicar mais. Acredito que em 20 dias eu estarei nas melhores condições físicas.”

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