McLaren nega que parceria com a Petrobras tenha sido encerrada

Andreas Seidl, chefe da escuderia inglesa negou que o contrato tenha sido rompido

Carro da McLaren para a temporada 2019 da F-1Carro da McLaren para a temporada 2019 da F-1 - Foto: Divulgação

Mais de uma semana depois do anúncio do Ministério da Economia de que o acordo que engloba patrocínio e desenvolvimento de tecnologia entre a equipe McLaren de F1 e a Petrobras terminou, o chefe do time inglês, Andreas Seidl, negou que o contrato tenha sido rompido.

Questionado pelo UOL Esporte sobre a situação contratual com a Petrobras, o alemão disse que não poderia comentar questões confidenciais. "Não posso dar detalhes. Mas a parceria segue valendo e continuamos com a marca estampada no nosso carro".

De fato, a McLaren disputou a última etapa, no México, com a marca da Petrobras no carro, e o mesmo é esperado para este final de semana, no GP dos Estados Unidos. O time continua usando, além disso, o óleo de transmissão brasileiro.

Segundo apurou o UOL Esporte, isso deve se manter até a última etapa da temporada, em Abu Dhabi, no final de novembro, mesmo que o acordo seja mesmo encerrado antes disso. Isso, porque a McLaren julga que seria um risco desnecessário mudar o produto, que vem sendo usado desde o final do ano passado, no meio da temporada.

A parceria entre a Petrobras e a McLaren começou no final de 2017, e a duração prevista é até o final de 2023. Nesse meio tempo, o investimento seria de 10 milhões a 11,5 milhões de libras (R$ 51,7 milhões a R$ 59,5 milhões, o valor é corrigido anualmente pela inflação) anuais em publicidade, além do investimento no desenvolvimento de combustível e óleos lubrificantes.

A Petrobras chegou a produzir um combustível, mas a McLaren optou por não utilizá-lo, pelo menos por enquanto. Os combustíveis hoje têm grande importância na F-1, pois se tornaram um diferencial de performance para as diferentes unidades de potência presentes na categoria.

De acordo com os dados do governo, o investimento total do projeto seria de 163 milhões de libras (R$ 843 milhões). Porém, diferentemente do que foi divulgado, tal cifra não seria apenas destinada ao patrocínio em si. Considerando o valor de pouco mais de 10 milhões por ano e o período de 2017 a 2023, o investimento em tecnologia previsto representaria 60% do total.

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O UOL Esporte apurou que o governo trabalha, desde o início do ano, para romper esse contrato, algo que só será possível com o pagamento de uma multa rescisória. O acordo, porém, segue valendo, segundo a McLaren. A próxima corrida da F1 será neste final de semana, nos EUA. A prova pode decidir o campeonato, uma vez que Lewis Hamilton precisa de quatro pontos para selar o hexa.

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