Medina, Julian ou Filipe. Quem leva o título no surfe?

Gabriel Medina leva vantagem por depender apenas de si para ser bicampeão, mas Julian e Filipinho estão na cola

Quem leva a taça de campeão mundial em 2018? Quem leva a taça de campeão mundial em 2018?  - Foto: WSL

Falta pouco para ser conhecido o campeão mundial de surfe de 2018. A 11ª e última etapa da temporada, o lendário Billabong Pipe Masters, em Pipeline, no Havaí, começa neste sábado (8) e tem janela de competição até o próximo dia 20. A primeira chamada de avaliação do mar está prevista para 15h (horário do Recife), e o evento é transmitido no Brasil pelo site oficial da WSL e pelo canal à cabo ESPN. No centro das atenções estão os brasileiros Gabriel Medina e Filipe Toledo e o australiano Julian Wilson. Os três são os únicos com chances de faturar o caneco do principal evento da Liga Mundial de Surfe (WSL).

Primeiro brasileiro a conquistar um título mundial da modalidade, em 2014, Medina lidera o ranking do WCT com 56.190 pontos, enquanto os dois únicos adversários com chances matemáticas de ultrapassá-lo na classificação estão empatados em 51.450. Medina é o único que depende apenas de si para ser campeão mundial. Para ele, basta chegar à decisão do evento, independente de vencer a bateria final ou não.

Filipe e Julian, por sua vez, necessitam de combinações de resultado. Se Medina cair na semifinal, Filipe ou Julian têm de vencer o Pipe Masters para ser campeão. Se o líder foi eliminado nas quartas de final, Filipe ou Julian precisam ao menos chegar à final. Caso a decisão do evento seja entre os dois, fica com o título quem vencer a bateria. Se Medina já sabe qual é o gosto de ser campeão mundial, Filipe e Julian buscam uma conquista inédita.

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Dos três, Filipe é quem chegou mais cedo ao Havaí, tendo participado de todos os eventos da chamada tríplice coroa havaiana, que termina justamente no Pipe Masters. A preocupação em se alinhar com o mar tem motivo. Entre os candidatos ao título, ele é o que tem pior retrospecto no pico. Medina já chegou a duas finais, sem títulos, porém, enquanto Julian venceu o evento em 2014, justamente contra Medina. Filipe, por sua vez, tem como melhor resultado o quinto lugar obtido em 2014.

O trio terá de lidar com um grau a mais de dificuldade em Pipeline. É que os líderes geralmente têm mais facilidade nos rounds iniciais por enfrentarem atletas de ranking mais baixo. Só que a presença de competidores experientes e que não costumam estar nessas posições pode dar mais trabalho que o usual. É o caso do australiano Matt Wilkinson, em 24º, precisando de um bom resultado para seguir no WCT. Ele é adversário de Filipinho logo no Round 1.

Tem ainda o norte-americano Kelly Slater, 11 vezes campeão do mundo, sete vezes vencedor em Pipeline, onde já disputou 12 finais. Por ter perdido grande parte da temporada devido a uma lesão no pé, a pontuação dele é baixa. O mesmo acontece com o brasileiro Caio Ibelli. O cenário é menos desafiador pela desistência do havaiano John John Florence, excelente tube rider e atual bicampeão mundial consecutivo. Ele entraria no evento, mas, recuperando-se de uma ruptura de ligamento cruzado anterior no joelho direito, preferiu voltar somente em 2019.

   Regularidade

O Mundial de Surfe 2018 deixa claro que fazer um campeonato regular é mais importante do que vencer etapas. Em sua temporada mais expressiva no WCT, o potiguar Italo Ferreira foi quem mais levantou troféus até aqui, um total de três. Os resultados nas demais etapas, contudo, acabaram prejudicando a soma final e ele chega à Pipeline na quarta posição, sem chances matemáticas de brigar pelo título. Medina, que não havia faturado nenhum troféu até sexta etapa, se manteve o tempo todo entre os cinco primeiros por conta da regularidade, indo ao menos até as quartas de final na maioria dos eventos. Filipe idem. Se ele chegou a Pipeline com chances de título, inclusive, é pela regularidade até a oitava etapa, quando ainda era líder. Nos dois últimos eventos, fez campanhas de 13º lugar, resultados que poderiam eliminar as chances de ele ser campeão mundial. Filipe, por sinal, tenta superar o rótulo de aposta. Considerado um dos melhores surfistas da nova geração, ele enfrentou lesões em 2016 e, no ano passado, teve uma queda brusca de rendimento nas três etapas finais do circuito.

   Permanência

Na parte de baixo do ranking, a luta é para atingir pontuação suficiente para seguir no WCT em 2019. Somente os 22 primeiros colocados têm classificação assegurada. Outras dez vagas serão preenchidas através do ranking do WQS (divisão de acesso), além dos convidados da organização, geralmente atletas que perderam etapas por problemas médicos, como John John, Caio Ibelli e Slater. Quatro brasileiros já têm vagas garantidas pelo WQS, os paulistas Jesse Mendes e Deivid Silva, o paranaense Peterson Crisanto e o potiguar Jadson André, que retorna à elite. O catarinense Tomas Hermes e o pernambucano Ian Gouveia, em 25º e 29º, respectivamente, estão próximos de retornas ao WQS em 2019. Outro que corre risco é o também catarinense Yago Dora, que fecha a zona de classificação na 22ª posição.

   Round 1 do Pipe Masters

1: Jordy Smith (AFS) x Frederico Morais (POR) x Miguel Pupo (BRA)
2:Owen Wright (AUS) x Yago Dora (BRA) x Keanu Asing (HAV)
3: Italo Ferreira (BRA) x Joan Duru (FRA) x Caio Ibelli (BRA)
4: Filipe Toledo (BRA) x Matt Wilkinson (AUS) x qualifier
5: Julian Wilson (AUS) x Tomas Hermes (BRA) x qualifier
6: Gabriel Medina (BRA) x Connor O’Leary (AUS) x qualifier
7: Wade Carmichael (AUS) x Griffin Colapinto (EUA) x Kelly Slater (EUA)
8: Kanoa Igarashi (JAP) x Sebastian Zietz (HAV) x Michael February (AFS)
9: Michel Bourez (TAH) x Ezequiel Lau (HAV) x Ian Gouveia (BRA)
10: Conner Coffin (EUA) x Jeremy Flores (FRA) x Jesse Mendes (BRA)
11: Kolohe Andino (EUA) x Adrian Buchan (AUS) x Joel Parkinson (AUS)
12: Willian Cardoso (BRA) x Michael Rodrigues (BRA) x Patrick Gudauskas (EUA)

 

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