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Membro do COI diz que decisão de adiar Olimpíada já foi tomada

Após críticas duras pela insistência na manutenção, entidade mostrou sinais de recuo nos últimos dias

Tóquio está com toda estrutura pronta para os Jogos de 2020Tóquio está com toda estrutura pronta para os Jogos de 2020 - Foto: Behrouz Mehri/AFP

“Não sabemos qual será a situação", disse o otimista presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Thomas Bach, semana passada, em relação à realização da Olimpíada de Tóquio-2020. O futuro panorama permanece incerto, porém, a organização se encontra sufocada pela pressão de federações e atletas para decretar a suspensão do evento, algo que se torna realidade a cada dia. Dick Pound, ex-presidente da Wada (a agência internacional antidopagem) declarou ao jornal Usa Today que a decisão definitiva já foi tomada e se encaminhou para o adiamento. O canadense é o membro há mais tempo ligado ao COI, desde 1978.

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Segundo Pound, ainda falta definir o que será feito depois, mas é certo que o ponto de partida da Olímpiada de Tóquio não irá ocorrer na data inicialmente estabelecida. “Com base nas informações do COI, o adiamento foi decidido. Os parâmetros daqui para frente não foram determinados, mas os Jogos não começarão em 24 de julho, pelo que sei”, informou o dirigente.

No fim de 2019, a estimativa do custo da Olimpíada para o Japão girava em torno de US$ 26 bilhões (R$ 133 bilhões). Entre as ramificações que Pound cita estão a renegociação de vários itens, como direitos de transmissão, contrato de patrocinadores e calendário das modalidades junto às federações internacionais.

Segundo informações da Associated Press, cerca de 73% da receita de US$ 5,7 bilhões do Comitê Olímpico Internacional nos quatro anos do ciclo olímpico tem origem nos direitos de exibição -a americana NBC seria responsável por 50% bolo- e 18% em contratos com seus patrocinadores.

No site dos Jogos de Tóquio-2020 estão listados mais de 70 apoiadores do evento, sendo que 14 deles também são os parceiros oficiais do COI: Coca-Cola, Airbnb, Alibaba, Atos, Bridgestone, Dow, General Electric, Intel, Omega, Panasonic, Procter & Gamble, Samsung, Toyota e Visa.

Nesta segunda (23), o primeiro ministro do Japão, Shinzo Abe, disse que adiar a Olimpíada pode ser inevitável. A pressão de atletas e entidade pelo adiamento cresce a cada dia, tanto em quantidade quanto em peso de quem já se manifestou. Países como Canadá, Austrália e Noruega já disseram que não enviarão atletas para o evento, caso ele comece em julho. 

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