Meta do Náutico, dobradinha dos acessos é feito difícil

Façanha desejada pelo Náutico, recém-promovido à Série B, foi obtida nesta década por apenas três clubes, sendo dois do Nordeste

Gilmar Dal Pozzo, técnico do Náutico Gilmar Dal Pozzo, técnico do Náutico  - Foto: Léo Lemos/Náutico

O que é melhor do que comemorar uma subida de divisão? Comemorar duas, de forma seguida, encerrando o ciclo vitorioso com o retorno à Série A do Campeonato Brasileiro. Esse é o desejo do Náutico para 2020. Fazer a “dobradinha dos acessos” é um feito difícil, mas obtido nesta década por três clubes, sendo dois deles do Nordeste.

Quem abre a lista é um clube que conseguiu não dois, mas três acessos seguidos. Marca que nenhum outra equipe alcançou na história do futebol brasileiro. O CSA, hoje um dos 20 representantes do Brasileirão, teve uma ascensão meteórica ao subir degraus seguidos nacionalmente. Começando em 2016, com o vice-campeonato da Série D, perdendo a decisão para o Volta Redonda/RJ.

Em 2017, novo acesso, desta vez com o gosto especial. Além de voltar à Série B após 25 anos afastado, o clube levantou seu primeiro troféu nacional ao derrotar o Fortaleza na decisão. No ano passado, a coroação do triênio vencedor: vice-campeonato da Segundona. Agora, com uma inversão de papéis, ficando abaixo do Leão do Pici.

Por falar no Fortaleza, a equipe hoje comandada por Rogério Ceni também tem uma longa história de superação. Após oito anos seguidos na Série C, sendo eliminado em jogos decisivos nas quartas de final em três anos consecutivos (2014, 2015 e 2016), o clube finalmente deixou a terceira divisão em 2017, ficando em segundo lugar. Em 2018, os cearenses quebraram o jejum de títulos nacionais, faturando a Série B.

O representante do Sul é a Chapecoense. Um dos times que nunca foi rebaixado à Série B, correndo risco de acabar com essa marca neste ano, os catarinenses subiram da terceira para a segunda divisão em 2012 e integraram a elite nacional após o acesso à Série A em 2013, acumulando um vice-campeonato da Segundona há seis anos. Detalhe: o técnico do Índio Condá na ocasião era Gilmar Dal Pozzo, hoje comandante do Náutico. Inspirado no trabalho realizado em Chapecó, o treinador alvirrubro espera fazer um “repeteco” em 2020.

Lista pode aumentar

Atual líder da Série B, o Bragantino subiu de divisão no ano passado, ao tirar justamente o Náutico nas quartas de final. As demais equipes saíram da C para B no ano anterior e podem chegar até a elite do futebol nacional são Botafogo/SP, Cuiabá e Operário/PR, esse último o algoz do Santa Cruz no mata-mata da terceira divisão de 2017.

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