Milton Cruz elogia base e pede volta do Náutico aos Aflitos

Treinador foi apresentado oficialmente nesta quarta (22), no CT Wilson Campos

Milton Cruz acompanhou a vitória do Timbu sobre o Belo JardimMilton Cruz acompanhou a vitória do Timbu sobre o Belo Jardim - Foto: Arthur de Souza/Folha de Pernambuco

Muita observação, conversa individual com alguns atletas e um treinamento voltado para o posicionamento. Aos poucos, o técnico Milton Cruz vai se ambientado ao Náutico. Após 17 anos como auxiliar-técnico do São Paulo, o profissional terá sua primeira oportunidade de forma efetiva como treinador. Apresentado oficialmente nesta quarta (22) pelo Timbu, Milton revelou suas primeiras impressões sobre o time, destacou sua motivação para encarar o desafio do novo cargo e ainda fez uma espécie de “apelo” para o clube voltar a mandar seus jogos nos Aflitos.

Formação do time Conversei muito com Levi Gomes, Kuki e com a diretoria. Vi os jogos do Náutico no ano passado, torci muito para o time subir, mas não deu. Esse ano eu não vi os jogos. Vou manter a equipe que jogou a última partida. Eles venceram e isso dá uma motivação maior. Hoje eu fiz um trabalho tático, focando na transferência de bola, que estava lenta. Não vou mexer em muita coisa, vou deixar mais para frente. A diretoria também está procurando alguns jogadores para fortalecer o elenco.

Escolha pelo Náutico

Tive vários convites no ano passado, até de clubes fora do Brasil. Mas tirei um tempo para fazer observações. Tive com Zidane, no Real Madrid, Luis enrique, no Barcelona, também conversei com Blanc (técnico do PSG) e Simeone (treinador do Atlético de Madrid). Também assisti aos jogos da Copa América. Procurei ficar me preparando mais no ano passado, até chegar o convite do Náutico. Fiquei honrado.Muricy me ligou e pediu que eu viesse. Leão também. Eu nunca quis ser técnico, nem sair do São Paulo. O clube também não queria que eu fosse. Os presidentes diziam que, se eu perdesse cinco jogos, a pressão seria grande e eu cairia. Mas agora aconteceu a chance e vou encarar. Fiz curso da CBF e me preparei para esse momento.

Perfil do técnico Aprendo muito com todos os treinadores. Trabalhei com 18 ou 19. Muricy, Paulo Autuori. Tenho que agradecer a todos. Até hoje sou amigo deles. Mas tenho o meu estilo próprio. Não jogo com um esquema só. Acho que o esquema é definido de acordo com o que tua equipe oferece. Vendo o adversário, você tenta moldar o time. Já treinei com três zagueiros, duas linhas de quatro, 3-6-1. Mas quando tiver uma definição, vou procurar mexer o mínimo possível. Também não sou de discutir com juiz ou jogador. Procuro mais trabalhar durante a semana e passar as coisas no intervalo. Sou mais paizão.

Destaques da base

Erick foi o jogador, pela idade, que mais me chamou atenção. Pela personalidade, qualidade técnica e pelo atrevimento. Qualquer clube gostaria de ter alguém como ele. Precisa ser trabalhado. Náutico também tem outros valores, faz um bom trabalho na base e ainda tem alguns meninos para despontar. Tem Joazi, Manoel, Ananias. O clube está de parabéns pelo trabalho que é feito nas categorias de base.

Volta aos Aflitos O primeiro reforço nosso é voltar a jogar nos Aflitos. Falei com o Eduardo (Henriques, diretor) se o clube mandava jogos nos Aflitos, mas eles disseram que não. Estão procurando patrocinadores para reformar o estádio. Toda vez que joguei contra o Náutico, nos Aflitos, sempre foi uma dificuldade. Palmeiras, Corinthians, os times do Rio...todos tinham dificuldade de jogar lá.

 

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