Morre atleta excluída da Olimpíada de Berlim por ser judia

A melhor atleta alemã acabou assistindo às Olimpíadas de seu país da arquibancada

Margaret Bergmann-LambertMargaret Bergmann-Lambert - Foto: Reprodução/Wikipédia

SÃO PAULO (SP) - A ex-atleta Margaret Bergmann-Lambert morreu na última terça-feira (25) aos 103 anos de idade. Ela ficou conhecida por ser a "grande esperança judaica" no esporte, porém foi barrada dos Jogos Olímpicos de Berlim em 1936 por causa de sua origem.

Apenas um mês antes das Olimpíadas, Bergmann participou de uma competição envolvendo os melhores saltadores de altura da Alemanha, que na época era governada pelo regime nazista de Adolf Hitler, e igualou um recorde alemão. Mas então, duas semanas antes da maior competição esportiva do mundo, ela foi informada pelas autoridades esportivas que não havia sido incluída na equipe por falta de desempenho.

A melhor atleta alemã acabou assistindo às Olimpíadas da arquibancada. Ela se mudou para os Estados Unidos e se tornou cidadã norte-americana pela mágoa sentida pelo país que nasceu.

Ela se aposentou em 1942 da carreira esportiva por causa da entrada dos Estados Unidos na Segunda Guerra Mundial. Na época, ela morava no país norte-americano com o marido Bruno Lambert, também refugiado da Alemanha.

Margaret só retornou à Alemanha em 1999, quando um estádio local em Laupheim, no qual ela competia, foi renomeado para homenageá-la.

Ela morreu em sua casa, no bairro de Queens, em Nova Iorque.

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