Morre Carlos Alberto Torres, capitão do tri

Aos 72 anos, o "Capita" foi vítima de um infarto fulminante

Nova sede da AlepeNova sede da Alepe - Foto: Henrique Genecy/ Folha de Pernambuco

Capitão do Brasil no tricampeonato mundial de 1970 e um dos maiores laterais-direito de sua posição, Carlos Alberto Torres faleceu na manhã desta terça-feira (25), no Rio de Janeiro, vítima de um enfarte. O ex-jogador de Botafogo, Santos, Flamengo, Fluminense e Cosmos, dos Estados Unidos, estava em sua casa na Barra da Tijuca, quando passou mal. Ele chegou a ser levado para o Hospital Riomar, na zona oeste da capital carioca, mas a tentativas de reanimá-lo não adiantaram. O velório deverá acontecer ainda hoje, na sede da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), no Rio de Janeiro, e o enterro será na próxima quarta-feira (26), às 11h, no Cemitério do Irajá, na Zona Norte da capital carioca.

Nascido no Rio de Janeiro em 17 de julho de 1944, Carlos Alberto Torres começou sua carreira na base do Fluminense onde atuou como lateral-direito. Ele também atuou como zagueiro. Sempre demonstrou sua classe com a bola nos pés e foi reverenciado por todo o mundo.

Como jogador, ele conquistou vários títulos importantes. Em primeira passagem pelo Fluminense, onde atuou entre 1963 e 1966, ganhou o Carioca de 1964.

Em 1965, transferiu-se para o Santos, onde foi o seu apogeu. Com Pelé, Edu e Clodoaldo, ganhou os campeonatos paulistas de 1965, 1967, 1968 e 1969. Faturou também o Torneio Rio-São Paulo de 1966, a Recopa Sul-americana de 1968 e a Taça Brasil de 1965 e 1968. Em 1971, foi emprestado para o Botafogo, onde atuou com craques como Jairzinho e Paulo César Caju. Não faturou títulos pela Estrela Solitária, mas marcou sua história por lá. N mesmo ano voltou para a Vila Belmiro, onde ficou até 1974, quando voltou ao Fluminense.

Contratado pelo histórico presidente tricolor, Francisco Horta, jogou com craques como Rivelino e Paulo Cezar na famosa Máquina. Foi bicampeão carioca eem 1975 e 1976. Saiu em 1977.

Foi para o Flamengo de Zico e ficou pouco tempo. Mudou-se para os Estados Unidos para jogar no New York Cosmos ao lado de Pelé e Frans Beckenbauer. Na equipe americana, ganhou vários títulos e fez história. Saiu em 1981 e aposentou-se.

SELEÇÃO BRASILEIRA

Pela Seleção Brasileira, marcou história. Foi capitão na Copa do Mundo de 1970 e levantou a Jules Rimet do tricampeonato mundial. O seu principal momento naquela edição o último gol na goleada em cima da Itália por 4 a 1, na final. Foi um contra-ataque perfeito da seleção comandada por Zagallo. A jogada começou com Clodoaldo pela intermediária e deu uma série de dribles na defesa italiana. A bola foi de pé em pé até chegar em Pelé. O rei rolou e a bola chegou mansamente nos pés do Capita, que acertou um chute cruzado de primeira no canto direito do goleiro italinao Albertosi.

Carlos Alberto Torres não foi para a Copa do Mundo de 1966, apesar de ter sido titular durante a preparação. Segundo ele, foi uma das maiores decepções de sua carreira. Também não foi ao Mundial da Alemanha, em 1974, por conta de uma lesão no pé. Não foi para a Copa do Mundo de 1978, na Argentina.Chegou até disputar alguns jogos das eliminatórias, mas sua opção por jogar no futebol norte-americano o afastou da seleção brasileira.

Ele também foi medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos de 1963, em São Paulo, ao lado de Jairzinho, artilheiro da Copa do Mundo de 1970.

CARREIRA COMO TREINADOR

Após aposentar-se do futebol como jogador, tornou-se treinador. Foi para o Flamengo, em 1983, e ganhou o Campeonato Brasileiro daquele ano. NO Fluminense, em 1984, foi campeão carioca no ano seguinte. Pelo Botafogo, faturou a Copa Conmebol de 1993.

Ele passou também por Paysandu, Corinthians e Atlético/MG. Além disso, foi treinador do Náutico entre 1986 e 1988, mas não faturou nenhum título. No futebol colombiano, treinou o Once Caldas e o Unión Magdalena e nos Estados Unidos comandou o Miami Freedom. No México, o Monterrey e o Tijuana. Também esteve a frente das seleções de Omã e do Azerbaijão.

Encerrou sua carreira de treinador em 2005.

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