MP pede para Nuzman voltar a cumprir prisão preventiva

Parecer contra ex-presidente do COB, que deve ser julgado na terça, foi encaminhado ao Superior Tribunal de Justiça

Nuzman foi preso em outubro de 2017 Nuzman foi preso em outubro de 2017  - Foto: Miguel Schincariol/AFP

O Ministério Público Federal fez um pedido, nesta sexta-feira (23), para que Carlos Arthur Nuzman, ex-presidente do COB (Comitê Olímpico do Brasil), voltasse a cumprir prisão preventiva. O parecer foi encaminhado ao Superior Tribunal de Justiça.

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O subprocurador-geral da República Rogério Paiva Navarro explica que Nuzman é reu por uma série de crimes, como lavagem de dinheiro e organização criminosa. Por causa disso, ele acredita que o restabelecimento da prisão é a única maneira capaz de impedir que Nuzman destrua provas e prejudique as investigações. O julgamento do mérito desse caso acontecerá na terça-feira (27).

Nuzman foi preso em outubro de 2017 sob suspeita de fazer parte de um esquema de compra de votos de representantes de países africanos do COI (Comitê Olímpico Internacional) para a escolha do Rio de Janeiro como sede da Olimpíada de 2016.

A defesa de Nuzman, por sua vez, sustenta que a prisão do ex-presidente do COB foi "abusiva, desnecessária e ilegal". "O STJ revogou a prisão preventiva em deliberação colegiada e todos os fundamentos daquela decisão unânime permanecem válidos até hoje. Não há qualquer motivo para que uma nova violência seja praticada contra Nuzman, como pretende o Ministério Público com base em ilações e conjecturas sem amparo na realidade."

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