Mudança de estilo de jogo ainda gera dificuldades no Náutico

Meia Marco Antônio disse que grupo precisa compreender melhor os ensinamentos de Dado Cavalcanti

Meia entrou no final do Clássico das EmoçõesMeia entrou no final do Clássico das Emoções - Foto: Paullo Allmeida

Foram 45 minutos de conversa, sem imagens, antes do treino. O principal assunto, obviamente, foi a derrota por 1x0 para o Santa Cruz, no Arruda, pela Copa do Nordeste. Dentre as muitas explicações dadas para justificar o fato, o meia Marco Antônio surgiu com um argumento. Para ele, o time não tem conseguido absorver o estilo de jogo pedido pelo técnico Dado Cavalcanti.

“Precisamos entender aquilo que Dado está passando. Por mais que a gente tenha se reapresentado antes dos outros times, estamos vendo um conceito de jogo diferente do que estávamos acostumados. São novas informações e novos companheiros. No futebol, as coisas não acontecem de uma hora para outra. Não existe uma poção mágica que você toma e o time passa a entender tudo que o treinador quer. Estamos passando por um processo de maturação”, argumento o meia.

Sobre o papo entre atletas e membros da Comissão Técnica, Marco Antônio frisou que o diálogo serve de estímulo para o elenco dar a volta por cima no duelo seguinte, quarta (8), diante do Salgueiro, pelo Campeonato Pernambucano. “A conversa foi produtiva, franca, como é do perfil de Dado. Depois de uma derrota, em um clássico, nós precisávamos disso para ajustar, crescer e aprender com tudo que aconteceu. Se tirarmos lições disso, nós poderemos ter um caminho bonito pela frente”, salientou, deixando ainda um recado. “Primeiro precisamos conseguir o resultado e, depois, encantar o torcedor. Acima de tudo, ele quer ver o time ganhando, mesmo se jogar mal”, completou.

Marco Antônio era o atleta cotado por Dado para ser o capitão do Náutico em 2017. Como desfalcou o time no início da temporada por conta de uma lesão na coxa direita, voltando apenas nos minutos finais do Clássico das Emoções, a faixa acabou ficando com o zagueiro Tiago Alves. Com chances de voltar ao time titular na próxima rodada, o camisa 10 comentou sobre a possível mudança de “cargo”.

“Estou me aprimorando fisicamente para chegar ao meu ideal e ficar à disposição do Dado. Se ele quiser contar comigo de início, vou dar o meu máximo. Mas não me apego a isso de capitão. Quero melhorar em prol do coletivo no aspecto técnico e mental. Farei o meu papel de incentivar e cobrar por conta da minha idade e por tudo que passei no futebol. Estou aqui para somar. Independente se Dado entender que eu devo usar a braçadeira ou não, o importante é que a gente deve ter mais de um capitão aqui dentro”, pontuou.

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