Mudanças no estatuto da natação provocam polêmica

A CBDA aprovou algumas mudanças em seu estatuto em assembleia extraordinária realizada no Rio de Janeiro. As modificações acabam tendo relação direta com o processo eleitoral.

O Espaço Entre NósO Espaço Entre Nós - Foto: Divulgação

Ao que parece, muitas águas ainda devem rolar até as eleições presidenciais da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos, programadas para o primeiro trimestre de 2017. Além das acusações de fraude feitas pelo Ministério Público Federal de São Paulo em relação à gestão de Coaracy Nunes, mandatário da entidade desde 1988, mais um capítulo foi escrito esta semana. A CBDA aprovou algumas mudanças em seu estatuto em assembleia extraordinária realizada no Rio de Janeiro. As modificações acabam tendo relação direta com o processo eleitoral.

Foi validado, por exemplo, o artigo 74, responsável por punir o presidente de qualquer federação que venha a denunciar ou denegrir publicamente a imagem da entidade, podendo, inclusive, ter o mandato cassado. Não há limite previsto para punição e muito menos especificações de quais infrações poderão ser enquadradas. A medida está sendo chamada pela oposição - liderada por Miguel Cagnoni, presidente da Federação Aquática Paulista e candidato a presidente da CBDA -, de "lei da mordaça".

Além disso, também foi enfraquecido o peso do voto dos atletas no processo eleitoral. Se antes os nadadores possuíam tanto poder quanto uma federação, agora passarão a somar apenas 1/6 disso. Vale lembrar que o grupo que participará da votação será escolhido pela própria entidade máxima de esportes aquáticos do País. Também houve modificação para a convocação de assembleias. Antes, era suficiente reunir 1/5 do contingente, assim como indica o Código Civil. Agora, é necessário 2/3 dos filiados à CBDA para a solicitação.

Caberá ao juiz Paulo Roberto Corrêa, da 8ª Vara Cível do Rio de Janeiro, a validação, ou não, da assembleia desta semana. Na última quinta-feira (29), a diretoria da CBDA faria uma entrevista coletiva através de Marcelo Franklin, advogado da entidade, para que alguns esclarecimentos técnicos na área jurídica fossem expostos, no entanto, ela acabou sendo adiada em razão de compromissos profissionais urgentes, assim classificados por ele. Ainda não foi divulgada uma nova data para a coletiva.

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